sexta-feira, 2 de março de 2007

Montevideo

Décimo dia da viagem BH / Uruguai

Hoje era dia de bater perna mesmo. Consegui um mapa na pousada com todas as atracoes turisticas de Montevideo. visitei umas 5 plazas, gostei mais da matriz, que é pequena mas tem um aspecto que imagino seja o tipo europeu, apesar de nunca ter tirado o pé da américa.

O tempo estava horrível e nao bati muitas fotos. Visitei um museu muito bom, "Arte Precolombino y Colonial". Foi muito bom mesmo, estou doido para ver os outros. Tentei o museu do Automóvel mas estava fechado.

Comprei umas "artesanías" e almocei em outro porto, mais afastado e fora do roteiro turístico, um lugar comum, que os uruguaios comuns frequentam. Foi bom e barato, e o mercado tem um estilo parecido com o do porto.


Voltei ao porto para ver a âncora e telêmetro do Navio alemao Admiral Graf Spee, que foi cercado pelos navios ingleses no porto de Montevideo. Foi a primeira vitória naval dos aliados na segunda guerra.

Depois nao deu para fazer mais nada. Caiu uma tempestade aqui que nunca vi coisa igual. Algumas motos na rua cairam no chao e quase que uma "véia" saiu voando na minha frente, loucura total!


A noite a fome apertou e fui comer algo num tal "Don Peperone", barzinho tipo Stadt Jever aí de BH, meio PUB, bem legal. Comi uma Pizza e fui embora. Perfeito, com excecao de um cover em espanhol de "vou de taxi" da Angelica que rolou e foi sinistro!

Até mais. Ainda nao vou postar as "novas experiências" de hoje (02/03) pois nao tenho como descarregar a máquina no momento.

Gracias! (beijos e abracos)
Thiago (rulius)

Punta del Este

Nono dia da viagem BH / Uruguai

Olá pessoal!
Desculpem o desaparecimento, mas a internet do albergue nao tem entrada USB, entao nao conseguia incluir fotos nos posts.

Neste dia fui cedo para conhecer Punta del Este, nem esperei o desayuno (café da manha). Rodei os 10 km que separam Punta de Manantiales, onde estava, e dei de cara com a tradicional mao da praia (nao sei o nome), monumento que fica na praia. Passei reto e procurei lugar para parar, rolou uns 2 quarteiroes para frente.


Resolvi dar uma volta a pé antes de voltar a praia para bater fotos. Andei pelas ruas mais requintadas de Punta del Este, que sao bem cuidadas e até que valem um passeio. Parei num posto de gasolina da ANCAP, o mais comum por aqui e tomei meu café. Dessa vez o iogurte de Frutilla (morango) nao veio com pedacos da fruta, muita falta de graca.

Passei na frente de uma imobiliária e resolvi conferir o preco dos imóveis por lá. Tinha vários na faixa de 100.000 dólares, pensei que era bem mais caro.

Fui até a marina, vi os barcos por lá, tirei umas fotos. Mais um farol muito legal, este eu nao subi, mas achei bacana, ao lado de uma praca.

Agora, o fato é que Punta del Este tem um miolo mais arrumado, mas o resto é muito comum, nao tem nada de mais, ou entao me falta a sofisticacao necessária para ver todas as belezas que dizem. Varios predios comuns de 3 andares, nao tive muita surpresa neste lugar.


Na hora de voltar tentei pegar os tiquets de gasolina gratis (promocao uruguaia para incentivar os brasileiros a aparecer por aqui). Nao consegui, tinha esquecido os documentos da moto. Estou esquecendo de tudo ultimamente.

Voltei para o albergue (alias o albergue 1949, que nao fiquei e nao sei como é por dentro é muito bem localizado, sem duvida é melhor para quem nao está de carro). Eram 11:15. Juntei as coisas e parti para Montevideo. No caminho passei por um "pueblo" chamado Bello Horizonte, quem dera se fosse tao perto!

Cheguei em Montevideo e perdi a entrada para a Rambla, que é como chamam as avenidas a beira mar por aqui. Segui entao para o centro pela avenida Itália. Passei ao lado do lendário estádio centenário, sede da primeira copa do mundo, em 1930 e que o Uruguai venceu. Peguei a avenida 18 de julho, a principal do centro e fui até o fim. Terminei na plaza independencia, de frente para o monumento de artigas, o maior herói uruguaio e com o palácio salvo, prédio magnífico, ao lado.

Peguei meu mapa e fui encontrar o albergue, estava a uns cinco quarteiroes dali. Existe outro na propria plaza Independência, mas é mais caro.


Corri para o mercado do porto e almocei uma carne preparada na parrilla, que é a comida tradicional uruguaia. Me cobraram até o uso do talher neste restaurante, fiquei indignado!

Independente disso, o porto é muito legal. Pequeno, mas com muito estilo. Um detalhes diferente aqui é que os mercados em geral tem o centro aberto, cheio de mesas, acaba que é uma espécie de praca de alimentacao, ou como dizem aqui, plaza de comidas.

Depois de tudo isso saí andando sem rumo, passei em uma feirinha na rua Sarandi, que tem um lingo trecho de quarteiroes fechados atravessando a cidade velha, que é onde todas estas atracoes que disse estao (com excecao do estadio centenario).

Acabei parando em um sebo, e depois de muito papo contei ao cara que perdi minha carteira de identidade e que teria problemas para deixar o Uruguai. Ele foi muito gente boa e me levou a delegacia para fazer ocorrência. Disse que se passar antes das 10:00 no sebo vai comigo ao consulado acabar de resolver, fica a 1 quarteirao do sebo, mas nao sei onde é.

Curiosidade do dia: Aqui o sanduiche de frango se chama McPollo. Pollo é frango em espanhol. Como no Brasil o nome é em inglês pensei que fosse assim no mundo todo.

Esqueci de contar no último post: Conheci um Hippie brazuca em Cabo Polônio que me disse que "Vou a la mierda" significa "Vou para casa!". Eu ri demais, o cara tá morando aqui depois que conheceu e se casou com uma Argentina em Sao Tomé das Letras. Quanto ao "Vou a la mierda!" deve ser verdade, porque depois ouvi ele falando isso com um uruguaio.
Beijos e abracos
Thiago (rulius)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cabo Polonio

Oitavo dia de viagem BH / Uruguai

Levantei as oito para me preparar para ir ao Cabo Polonio. Era um dos principais lugares que queria conhecer. Para esta vila de pescadores nao tem acesso com carros comuns, só estao autorizados uns carros "preparados" para andar na areia e que sao de umas agencias aqui do uruguai. A passagem custa R$12 (ida e volta).


Para pegar esse transporte vc precisa chegar ao ponto de partida, e fui até lá de moto. Montei no caminhao e cheguei lá as 09:00. O primeiro horario para voltar era as 14:00, ideal para mim, já que queria chegar a Punta Del Leste ainda hoje.

Cheguei no lugar, o caminhao deixa a gente em uma praca sem nada. Aí pensei: Cara FDP, em vez de deixar a gente no centro da vila. Mas o fato é que esse "nada" é o centro da vila!
Andei uns 50 metros e cheguei a praia, muito brava, mas a outra ao lado (o caminhao veio um trecho por ela) é mansa e boa para banho. Mas ainda nao queria banho, sai andando para o lado do farol que tem ali, muito bonito, mas ainda estava a uns 400 metros.


Fui andando e parando nas pedras para admirar e também para ver se nao tinha algum lobo ou leao marinho, os dois aparecem por aqui em certa epoca do ano. Depois de andar um pedaco e passar pela entrada do farol, vejo os lobos e leoes lá na ponta, em uma área onde era proibido chegar mais perto. Mas mesmo assim foi muito legal ve-los ali andando desengoncados, nadando e pulando na agua. Fiquei mais de meia hora observando.

Depois fui ao farol, paguei cerca de R$1,50 para subir. Sao mais de 100 degraus e é muito apertado lá dentro. Cheguei lá em cima e aquele vento louco. Como tenho medo de altura fiquei grudado no muro, um belo cagao. Tirei uma fotos, vi os lobos lá de coma e desci rapidinho.


Andei entre as cabanas, todas bem rusticas e depois fui a um lugar almocar a uns 10 metros da água. Comi de novo um bife com papas, que é o nosso pure de batata. Se vc escolher qualquer coisa que nao seja uma Pizza no cardapio, entao automaticamente é um bife com algum acompanhamento ou em um sanduba.

Fui a praia mansa e deitei numa pedra e dormi, um cochilo delicioso. Só posso dizer que Cabo Polonio é muito 10!
Voltei ao Albergue em Valizas, fiz minhas malas, esperei uma chuva inesperada que caiu acabar e fui embora. Neste momento estou no albergue de Punta Del Leste, mas ele fica afastado da cidade e nao fui ao centro. Amanha conto como é esse lugar.



Beijos e abracos
Thiago (rulius)

Valizas

Sétimo dia de viagem BH / Uruguai

Segunda feira, sai cedo de Punta Del Diablo de volta ao Chuy (uns 40km) para fazer saque no banco, cambiar moeda e ver o tectec da moto no mecanico. Tudo resolvido somente as 12:30 voltei a Punta del diablo, no caminho minha nafta (gasolina) entrou na reserva. Cheguei em Punta del Diablo, peguei as tralhas e enquanto arrumava as coisas na moto bati um papo rapido com uma menina do albergue em ingles. Ela perguntou algo sobre a moto, foi um papo superficial qualquer, de uns 2 minutos. Mas o interessante é que quando nos despedimos eu disse que era do Brasil e ela era do Mexico, olha só. Temos uma língua mais parecida mas nao conseguimos nos entender e temos de falar ingles. É lamentável.




Voltei 20km para abastecer a moto em La Coronilla, aproveitei para almocar no mesmo lugar que comi o Chivito. Desta vez pedi o Napolitado, Bife a Milanesa com Musasrela e Fritas (nao é muito diferente do Chivito, nao é?). A senhora uruguaia que atende, muito atenciosa e mandando um portunhol tao ruim quanto o meu para me ajudar a entender o cardapio, me oferece um refrigerante de uma fruta chamada Pomelo, de acordo com ela era um refrigerante ¨muy lindo!¨. Como nunca tinha tomado um refrigerante lindo resolvi provar. É péssimo, gosto horrível e parece água suja. Até agora nao sei que fruta é essa, mas deve ser uma fruta citrica, talvez uma laranja lima.


Aí sim, finalmente, segui viagem. Dei uma olhadinha em um lugar chamado Aguas Dulces e fui para a Barra de Valizas, um lugar tipo Punta del Diablo, mas menor, e que é o lugarejo, ou pueblo como eles dizem, mais perto do Cabo Polonio, que estava doido para conhecer. Esse albergue é bem melhor que o de Punta del Diablo, só 8 camas por quarto (4 beliches), custou R$17,50.

Voltando a Valizas, como já eram umas 15:00 deixei o Cabo Polonio para amanha e fui pegar uma praia. Estava bem vazia (tambem Valizas deve ter uns 600 habitantes). Nadei, fiquei de boa lá, ensebando umas duas horas. Depois caminhei até o fim da praia e vi no caminho um lobo marinho morto. Uma pena, mas entendi como um bom presságio para o Cabo Polonio: Os lobos marinhos estao por ali.


Terminei o meu passeio escalando uma duna de uns 20 metros no fim da praia de valizas e batendo umas fotos da arquitetura local. Foi um otimo dia.

Voltando ao albergue o Eduardo, uruguaio dono do estabelecimento, perguntou se eu queria entrar em um rachao de churrasco que ele ia fazer. O preco era 80 pesos uruguaios (quase R$8). Topei, tava mesmo querendo provar o churrasco uruguaio. Nunca vi tanta fartura por R$8. Comi demais e sobrou um pouco da minha parte ainda. Comi um pedaco de costela (que aqui chama chorizo) que ocupava o meu prato inteiro e uma linguica, alem da salada, e tinha direito a outra costela ainda! Quase passei mal de tanto comer, mas tinha que limpar o prato senao ficava mal. Antes que pensem que enchi demais o prato nao é nada disso ele é que colocava no prato, só tinha pedaco de costela deste tamanho.

E assim terminou esse excelente dia.

OBS: Estou pagando tudo em pesos uruguaios, falo em reais para vcs terem mais nocao quanto foi.
OBS2: Piazza, na verdade o Chivito (pronuncia: tchivito) é a carne, o pao ou fritas e salada é o acompanhamento.

Beijos e abracos
Thiago (rulius)

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Punta del Diablo

Sexto dia de viagem BH / Uruguai

Acordei na espelunca que nem direito a café da manhá eu tive e vazei para o forte San Miguel. Ele é muito bacana gostei demais. Pequeno mas muito conservado e com ponte levadica e tudo. A privada é a maior doidera. é um buraco que joga a "merda" do outro lado do muro, lá fora, por isso fica no alto. Se um sujeito inimigo ficar lá embaixo de tocaia no buraco ele dava um tiro na bunda da galera! Uma coisa muito sinistra!!!


Mas nesse forte funciona também o museu militar uruguaio, é bem legal. Vários uniformes, utensílios e explicacoes, além de uma foto do forte antes da restauracao e outras coisas. Tem também um certificado enviado pelo Brasil pela participacao uruguaia na guerra contra o Paraguai. É muita cara de pau, o Brasil obriga o Uruguai a participar, ajudando um cara a dar o golpe no entao governo, no final da guerra Brasil e Argentina roubam terras do Paraguai, o Uruguai nao leva nada e ganha uma carta. O Brasil fodeu o Paraguai para a Inglaterra, se individou e acha bonito.

Quanto a viagem, depois fui ao Forte e Parque Santa Teresa, muito maior que o San Miguel mas na minha opiniao sem o mesmo charme. Almocei em La Coronilla e dei um pulo no mar, o primeiro no Uruguai. Agora estou aqui em Punta del Diablo, num albergue horroroso, quarto para umas 25 pessoas, mas pelo menos o pessoal é gente boa e custa R$15.


A hora do almoco, janta, etc é uma piada. O garcom me dá o cardapio e fica esperando. Aí eu fico olhando o cardapio e a cara dele, já que nao conheco nenhum prato. Vou arriscando. Hoje comi um chivito, perguntei ao garcom: "isso é carne?". E ele "si, con salada y fritas!". Aí topei. Veio uma pilha de batata frita tipo mcdonalds, bem seca, com o alface e tomate em cima. Pensei, acho que o cara nem sabe o que e carne, mas depois que comi umas batatas o bife apareceu embaixo, com um ovo frito e uma fatia de presunto e outra de mussarela.


Agora vou ver a feira de artesanato aqui e depois andar um pouco na praia, aqui anoitece as 20:15, mais ou menos. Aqui meu telefone nao funciona mais, mas amanha vou voltar ao Chui para sacar dinheiro e mostrar um tectec que está dando na moto ao mecânico, aí dou mais uma ligada para todos, deixem os celulares ligados amanha cedo!

Beijos e Abracos
Thiago (rulius)

Chuy

Quinto dia de viagem BH / Uruguai

Finalmente estou do Uruguai. Os teclados aqui nao tem cedilha e acentos, entao a partir de agora parte da acentuacao já era, o teclado ao invés do c cedilha tem um ñ, já que eles tem palavras com essa letra.

Voltando a viagem, nesse dia saí cedo, depois de um café até razoavel. Fui direto até a praia do cassino, a maior do Brasil e do mundo, tem mais de 200km. Andei 40km na areia para tirar a foto abaixo, a frente desse navio encalhado, que jà sabia que estava por ali.


Almocei também no Cassino, uma comida até gostosa, com um churrasco no jeito, os gaúchos dominam a técnica. Cheguei ao Chuí no fim da tarde. Foi um alìvio chegar, já estava acabado e estressado com tanta estrada. As estradas deste dia foram boas e vazias.

Atravessei a reserva do taim, onde vi Jacaré, Flamingo e Capivaras (infelizmente algumas mortas a beira da estrada) e cheguei a fronteira em Chuy, cidade já no Uruguai. Nao passei direto pois queria comprar sonrisal, trocar reais por pesos uruguaios e dar uma limpada na corrente da moto, cheia de areia de praia. Além disso o forte san miguel, que quero visitar, está perto do Chuy.

O que divide as cidades de Chui (Brasil) e Chuy (Uruguay) é só o canteiro central de uma rua. Entao fica aquela doidera: uma avenida com canteiro central mas que o transito flui nas duas maos dos dois lados. Uma maluquice.

Fiquei já em um hotel uruguaio, a maior espelunca do mundo e ainda morri em R$38. Furaram meu olho, mas rodei e nao vi outro hotel na cidade (o pior é que tinha), troquei o dinheiro, vi umas coisas no free-shop mas nao comprei nada e levei a moto ao mecânico (uruguaio). A corrente ficou um brinco. Os mecânicos muito gente boa, conversamos muito e me deram umas dicas. Perguntei a melhor cerveja e eles todos disseram ser a Patrícia, melhor que a outra, Pilsen. Nisso um deles fala: "olha lá uma Patricia". Eu olho lá fora e uma mulher passando. Caímos na maior gargalhada. Despedi da galera e fui jantar. Tomei uma Patrícia, que até desceu legal (tem 1 litro, como a finada Tecate) e comi uma Tortilla Española, que conhecia mais ou menos de carrancas (essa é diferente). A cerveja custou R$6, caro demais.


Aproveitando, quero agradecer as mensagens de apoio de todos, sao muito importantes nos momentos deprê que rolam de vez em quando, viajar sozinho tem um problema, o emocional fica meio oscilante! Já estou com saudade de todos!

Beijos e abracos
Thiago (rulius)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Camaquã

Quarto dia de Viagem BH / Uruguai

Oi Pessoal!
Como disse ontem, não estava muito bem, então desisti de sair cedo para me recuperar, e ia aproveitar a manhã para conhecer algo de torres e trocar o óleo da moto.
Tomei um café até razoavel, já que o hotel era muito melhor que os anteriores e fui conhecer o parque da guarita, onde ficam duas das três torres da cidade. Só posso dizer uma coisa: O LUGAR É MUITO DOIDO!!!!! Como o dia estava feio, as fotos estão mais ou menos, mas acho que dá para ter uma idéia. Queria colocar fotos maiores, mas esse blog não deixa, infelizmente. Além dessas fotos que estão aí embaixo (e outras) eu também aproveitei e fui nadar. Foi revigorante depois de todos esses dias de muito desgaste físico.


Troquei o óleo da moto e fui embora. Os caras da yamaha de Torres babaram na conservação da magrela! Eram 12:30 e o sol tinha aparecido. Tava uma beleza o tempo. Desta vez fui pera rodovia do mar (acho que é esse o nome) e evitei a estrada escrota que estava ontem e que liga Floripa a Porto Alegre. O asfalto desta estrada é perfeito, e o que é melhor, Onibus e Caminhões são proibidos de trafegar. Eu ia querer mais o quê??


Rodei nesta estrada até o fim, cerca de 90 km a frente. Aí peguei a Freeway até Porto Alegre. Muito boa também, com três faixas de cada lado. Paguei um pedágio que achei justo, R$1,45 para motos, se não me engano. Ia ficar em Porto Alegre, mas estava cedo e estava me sentindo bem, mesmo sob uma garoa segui em frente pensando em ficar em Guaíba ou até depois. Paguei outro pedágio de quase R$3 e segui. O terceiro pedágio moto não pagava e fui embora (esse ninguém devia pagar, é pista simples).



Minha dor de barriga voltou, parei na beira da estrada, o banheiro era horrível. Segui mais uns 5km e parei em outro lugar, passei um fax e tomei um Sonrisal, e terminei os 40km até aqui onde estou, em uma cidade que chama Camaquã e que aparentemente não tem nada. Estou no hotel mais caro da cidade, decidi ficar aqui porque está a trÊs quarteirões da BR, tem garagem, restaurante e internet. Vou jantar daqui a pouco, não aguento mais ficar sem arroz com feijão. Meu estômago tem reclamado e é melhor prevenir.
Acho difícil não chegar ao Chuí amanhã, faltam uns 400km (já rodei 2.015km). Só não sei se atravesso a fronteira, acho que não.

Bom, fico por aqui. Vou tentar dar notícias novamente amanhã.
Beijos e Abraços. Thiago (rulius)