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domingo, 16 de junho de 2013

Rio de Janeiro - Cultura e praia

Vista do Pão de Açucar. A visibilidade não estava das melhores

Finalmente voltei ao Rio. Tinha ido até a cidade uma unica vez, em uma excursão bate e volta, de ônibus, para assistir a Plebe Rude na terceira edição do Rock in Rio. Daquela viagem eu trouxe a experiência de ir a um show com publico próximo a duzentas mil pessoas e uma hepatite que me deixou de molho no carvanal daquele ano. Mas do Rio mesmo, eu não trouxe nada. Só que agora finalmente pude conhecer um pouco da mais famosa das nossas cidades.

Seriam apenas três dias, e queria, na medida do possível, dividir o tempo entre cultura e praia, e o dia da chegada ficou para a cultura. Depois de deixar as malas no hotel, seguimos de metrô até a estação candelária. Desembarcamos praticamente na porta do MNBA, ou Museu Nacional de Belas Artes, para onde fomos logo após almoçar no famoso e meia-boca bar amarelinho, que também fica ali.

Museu Nacional de Belas Artes
Estava ansioso para ver pessoalmente a impressionante coleção de obras do século XIX, com pinturas de Belmiro de Almeida, Vitor Meirelles e Rodolfo Amoedo. Algumas telas darão ao visitante a sensação de já serem velhas conhecidas, e não por acaso. Telas como Primeira missa no Brasil (Vitor Meirelles) e Batalha no Avaí (Pedro Américo) costumam, ou costumavam, ilustrar nossos livros de história. No caso da batalha do Avaí, o tamanho da tela é impressionante: 11x6m. Se você é um aficionado por pintura e escultura, programe meio dia para conhecer este museu, com as galerias dos séculos XIX, XX e XXI. E acredite: o tempo será curto.

Teatro Municipal
Ao lado do museu, visitamos o Teatro Municipal. O lugar é muito bonito, e parte das explicações dos guias tem algum interesse histórico. O prédio foi restaurado não faz muito tempo, e a maioria dos ambientes mostrados estão bem conservados. Existem pinturas e vitrais belissímos no interior do edifício, além das escadarias e esculturas. Um passeio muito interessante, mas que não dá acesso a todo o prédio, e por ser uma visita guiada, não lhe permite explorar o prédio no seu próprio tempo, o que é sempre muito chato. Para quem tem esta possibilidade, melhor seria conhecer o teatro indo a um espetáculo. Mas se não for possível, esta visita guiada quebra o galho. Se você pretende assistir a um espetáculo por lá, melhor reservar com antecedência.

Para fechar o dia, um café na tradicional Confeitaria Colombo. Lugar bonito e aconchegante, mas não muito barato e nem muito gostoso. Vale mais pelo ambiente que pela comida. Se voltar para lá me contento só com um café e mais nada.

Vista do Pão de Açucar
No dia seguinte fomos para a zona sul, lado oposto ao centro para quem está no Flamengo. Seguimos de onibus para a Urca, onde subiríamos o famoso bondinho do pão de açucar. Mais turístico, impossível, mas já que não iria até o Cristo devido a baixa visibilidade (mesmo com o dia relativamente ensolarado) não queria perder o segundo mirante da cidade. Não me arrependo. A vista é muito bonita mesmo do morro da Urca, onde o bonde faz sua primeira parada. Também vale andar por aqui antes de subir até a estação mais alta: o espaço é maior que no pão de açucar e com locais com cadeiras e mesas para descanso e contemplação. Depois de aproveitar o morro da urca, é hora de subir para o ponto mais alto do passeio e aproveitar a vista. Para quem quiser mais, dá para fazer uma caminhada que eles chamam "bosque", também no pão de açucar. O início da trilha fica bem próxima ao local de embarque do bondinho.

Subir o pão de açucar é um passeio bacana, apesar de caro (veja detalhes técnicos no fim do artigo). Mas vale a pena, pelo menos uma vez. E deixo uma dica: chegue cedo, porque com o passar das horas as filas aumentam muito, e o lugar fica tão cheio que vai ser dificil sair em uma foto sozinho, além do tempo perdido esperando a sua vez de subir.

Um pouco de praia


Praia de Ipanema
Resolvemos então descansar em uma das praias do Rio. Deixamos o Pão de açucar próximo ao meio dia e seguimos para as praias da zona sul. Existem onibus diretos a partir dali. Passamos direto por Copacabana e descemos em Ipanema. A idéia era pegar uma tarde de praia e depois voltar parte do caminho pelas praias em direção ao Flamengo, onde estávamos hospedados.

Ficamos na barraca do Uruguai. Por conhecer o Uruguai, achei que seria legal ficar na barraca e ver se tinham algo tipico para nos servir (e acabei comendo uma espécia de choripán - pão com linguiça, cebola e molho chimichurri). Ficamos por lá, alugamos cadeiras e guarda-sol, o que rola fácil em qualquer barraca por ali. Passamos uma tarde agradável na praia, que estava relativamente cheia mas sem tumulto. Foi uma tarde agradável e uma ótima idéia para descanso, o que é sempre bom no meio de uma viagem onde as vezes ficamos procurando conhecer coisas demais e acabos nos estressando.

No fim da tarde saímos caminhando para uma rápida olhada na lagoa Rodrigo de Freitas (não me impressionou) e terminamos a caminhada comendo uma moqueca no restaurante Peixe-Vivo em Copacabana, já de noite. Depois da comilança fora de hora, desistimos de conhecer a Lapa, o programa noturno que estava planejado para aquela noite e que ficou para a próxima viagem.

Ultimo dia: Cultura e praia.


Praia de Copacabana
Como não deu para ver Copacabana no dia anterior, voltamos para lá no domingo de manhã. pegamos o metrô no Flamengo e chegamos a praia passando ao lado do Copacabana Palace. Uma curta caminhada e repetimos a estratégia do dia anterior. Cadeiras e guarda-sol alugados e mais algumas horas de ócio dos bons. As maiores diferenças das vizinhas Ipanema e Copacabana: Preços (Copacabana é mais barato, ou a barraca do Uruguai é que era cara demais) e o mar (que pareceu mais perigoso em Copacabana).

Palácio do Catete

Os jardins do palácio do Catete
A tarde, nossa ultima parada antes de voltar para casa. Palácio do Catete, onde moraram vários presidentes da república e onde se matou Getulio Vargas. Gostei mais deste passeio que da visita ao Teatro Municipal. Ambos os prédios são ricamente decorados, mas o palácio do Catete lhe permite explorar sem pressa, observando todos os detalhes: Maçanetas de formas elaboradas, pinturas e esculturas espalhados por todo o palácio, mobiliário de época e jardins maravilhosos, com pontes, lagos, coreto. Imperdível. Quanto ao quarto onde Getulio Vargas se matou, masmo que ache esse tipo de coisa meio lúgubre, vá sem medo. Não achei que o clima pesou tanto quanto outros lugares que visitei onde tragédias ocorreram no passado.

Então é isso: Se o Rio está perto de você, um período curto dá para conhecer muita coisa, e nem precisa correr tanto assim. Programe lugares próximos em um mesmo dia para não perder tempo com deslocamentos, pegue uma praia para relaxar e quando puder, volte para conhecer o que ficou para trás.

Abraços
Thiago Rulius

Informações


Museu Nacional de Belas Artes
Entrada: R$8 (inteira) ou R$4 (meia). Ou R$8 para famílias de até 4 pessoas.

Teatro Municipal: R$10 (inteira) ou R$5(meia) para visita guiada.
Agenda: http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/

Confeitaria Colombo:
Salgados a partir de R$5,50.
Pastel de Belém: R$7,00.
Café expresso: R$4,50.

Pão de açucar:
Preços: R$53 (inteira) e R$26 (meia - somente para estudantes do RJ e idosos).

Praia de Ipanema (barraca do Uruguai):
Pão com linguiça: R$9
Cerveja e Coco: R$5
Cadeiras: R$5
Guarda-sol: R$10, mas deixaram por R$5.

Praia de Copacabana (barraca a esquerda do Copacabana Palace e em frente ao posto Salva Vidas):
Cerveja e Coco: R$4
Cadeiras: R$3
Guarda-sol: R$3

Palácio do Catete
Acesso pelo metrô, estação Catete.
Grátis aos domingos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ilha Grande - Trilhas mapeadas com GPS

Apesar da infelicidade de não ter mapeado com GPS a trilha para a praia de Dois Rios, eu levei o meu brinquedinho para as trilhas da Feiticeira e de Lopes Mendes / Santo Antônio.

Vejam abaixo a trilha mapeada e as informações de elevação e distância destas trilhas abaixo:

1) Praia da Feiticeira



Para ler sobre a trilha e praia da Feiticeira, clique aqui.


2) Praia de Lopes Mendes e Santo Antônio



Para ler sobre a trilha e praia de Lopes Mendes ou Santo Antônio, clique aqui (,caminho até a praia do Pouso) e depois aqui (trecho final, fotos e descritivo das praias).

Abraços.
Thiago Rulius

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ilha Grande - Vila do Abraão


O destino mais comum na Ilha Grande é a vila do Abraão. Todo mundo vai para lá. Eu, ao contrário, tinha ficado em Araçatiba em minha primeira visita a ilha, em 2007. Mas agora, finalmente, conheci o “lado de lá”.

Falando apenas das vilas: Abraão é muito melhor em termos de estrutura. Tem muitas opções de pousadas e campings, mais opções de barcos para o continente e para passeios para outras praias, além de farmácia, mercados, lojinhas, etc. E o principal: mesmo agora, na baixa temporada, tem boas opções de restaurantes, lanchonetes e padaria. Isso foi o pior em Araçatiba, quando estive por lá. A parte da alimentação era muito ruim. Na noite do Reveillon não conseguimos comer e passamos o dia com um sanduíche, e só. Foi a primeira praia que fui que não conseguia comer um peixe pescado na região.

Quanto as praias, o Abraão tem acesso a pé para várias das mais conhecidas, como Lopes Mendes, Dois Rios e Saco do céu. No caso de Araçatiba, os melhores passeios são para a Lagoa Verde e uma praia que me disseram chamar praia da Cachoeirinha, que nem aparece nos mapas. Esta ultima tem águas translúcidas, e foi onde conseguimos ver várias estrelas do mar e até mesmo um cavalo marinho.

Para resumir, se você nunca foi a Ilha Grande, fique em Abraão. Quando voltar passe uns três dias em Araçatiba, que também é muito bom, mas tem menos atrativos.


Preços no Abraão em Junho de 2011 (fora de temporada):

- Pousadas: diárias com valor médio de R$60 para casal. Existem opções de albergues e campings (mas não vi nenhum camping funcionando).
- Comida: Prato feito em média a R$13. Moqueca simples para casal por cerca de R$45. Ambos os preços para restaurantes com comida boa, porém simples.
- Passeio de barco para Lopes Mendes: R$20 por pessoa (ida e volta).
- Água mineral: R$2 para 500ml, R$3 para 1,5 litro e R$6 para galão 5 litros..


Trilhas e Praias

Existem dezesseis trilhas oficiais na Ilha Grande. Estas têm a vantagem de possuir placas de orientação no início, fim e decorrer das trilhas, o que ajuda a não errar o caminho. Apesar desta sinalização, existem encruzilhadas sem orientação alguma. Nesse caso, se você está seguindo para o destino principal da trilha, siga o caminho mais aberto e terá mais chances de acertar.

Três destas trilhas partem do Abraão, e tem como destino o circuito do Abraão (trilha 1), As praias dos Mangues e do Pouso (trilha 2) e a praia de Dois Rios (trilha 3). Várias outras praias tem acesso por trilha a partir do Abraão, mas neste caso elas se encontram em algum trecho intermediário da trilha (Areia Preta, Galego, Comprida, Júlia, Abraãozinho), ou mais de uma trilha precisa ser percorrida para que sejam alcançadas (Lopes Mendes, Feiticeira, Saco do Céu, Caxadaço, Parnaioca).

Vou citar no texto de cada trilha o tempo gasto por nós (eu e minha esposa) para concluir a caminhada, em um único sentido (ida ou volta). Porém, este tempo pode variar de acordo com cada um. Pessoas com preparo físico ruim ou que optem em seguir mais devagar podem estourar este tempo (que é inferior ao tempo médio previsto na sinalização das trilhas). Outro detalhes importante: algumas placas se referem a distância e tempo para ida e volta, não deixe de observar esta informação.


Para ler sobre a trilha e praia de Dois Rios, clique aqui.
Para ler sobre o circuito do Abraão, clique aqui.
Para ler sobre a trilha e praia da Feiticeira, clique aqui.
Para ler sobre a trilha e praia de Lopes Mendes ou Santo Antônio, clique aqui (,caminho até a praia do Pouso) e depois aqui (trecho final, fotos e descritivo das praias).

Outras informações

TurisAngra informações turísticas: (24)3367-7826 / (24)3369-7709
www.turisangra.com.br
http://ilhagrande.org

Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Praia de Lopes Mendes / Sto. Antônio


Trilha 11 – Mangues – Pouso / Lopes Mendes (Sto. Antônio)

Se você já chegou a praia do Pouso, falta muito pouco para chegar na praia de Lopes Mendes. A trilha 11, que é o ultimo trecho, é bastante curta, e foi percorrida por nós em apenas 17 minutos.

Para saber como chegar a praia do Pouso, clique aqui.

Da praia do Pouso, logo após o trapiche, pegue a trilha no fim da praia (logo após o bar). Depois de um curtíssimo trecho você cairá em outra praia. Siga até mais ou menos o meio da praia e verá o início da trilha 11. Agora é só correr para o abraço. Você já está quase em Lopes Mendes.

Sobre a praia de Lopes Mendes (foto acima), não tem muito o que falar. É conhecida como a praia mais bonita da ilha. Extensa, tem mar com ondas (na maior parte do tempo não oferece muito perigo), areia boa e trechos de sombra na parte mais recuada da praia, junto a vegetação. Não tem nenhuma construção. Os barcos não chegam até lá, são obrigados a deixar os turistas na praia do pouso. É praia para passar o dia inteiro, ou vários dias inteiros.

O clima e o mar de Lopes Mendes mudam bastante de acordo com a época do ano. Na temporada o mar tem uma coloração mais clara e menos ondas. Venta muito menos na praia e o clima é ideal para passar várias horas por lá. Fora de temporada isso pode variar bastante. O mar pode ficar um pouco mais “bravo” e até um pouco perigoso (especialmente para quem não sabe nadar). Além disso venta muito mais, e chega a fazer frio em alguns momentos. Para quem vai nesta época, recomendo a praia de Santo Antônio (veja abaixo) que fica ali pertinho e é mais protegida.

Como tem apenas um sujeito com uma caixa de isopor vendendo bebidas e mais nada, não deixe de levar o seu lanche e sua bebida. Não se esqueça de trazer de volta o lixo que você produziu, se possível aproveite e carregue algum outro que encontrar. Existem lixeiras próximas aos salva-vidas. Se não encontrar, informe-se com eles.

O tempo total que gastamos para chegar a Lopes Mendes desde o Abraão (trilha 10 + trilha 11) foi de aproximadamente duas horas.



Praia de Santo Antonio (fotos abaixo)


Cerca de quatrocentos metros antes do fim da trilha 11 (ou, para quem vem de Lopes Mendes, cerca de quatrocentos metros após o início da trilha) existe uma placa indicando uma trilha para a praia de Santo Antônio.

Como Santo Antônio é uma praia vizinha a Lopes Mendes, ela fica ali, meio no esquecimento. Nem tem placas de distância, não aparece em alguns mapas. É uma praia meio anônima. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas vale muito a pena!


A trilha que chega em Santo Antônio não exige muito, é curta, mas tem dois problemas: Está meio fechada pelo mato, talvez por falta de uso; e tem uns degraus grandes, meio altos. Mas se você está bem de saúde e não liga para uns degraus, não deixe de conhecer esta praia que ela vale a pena.

É uma praia pequena, deve ter uns quarenta metros. Mas tem uma boa faixa de areia, e uma parte desta é sombreada por uma árvore grande no meio da praia. Foi a praia mais sossegada que visitamos. O tempo que ficamos lá ninguém mais apareceu.


Para quem vai fora de temporada, ela tem uma vantagem em relação a Lopes Mendes. Está em um local um pouco mais protegido, então o mar é mais calmo (o mar em Lopes Mendes neste dia estava bastante agitado) e venta menos na praia, não faz frio.

Se o tempo em Lopes Mendes estiver castigando nem pense duas vezes, vá para a praia de Santo Antônio que vale a pena.

Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Praia das Palmas (caminho para Lopes Mendes)


Trilha 10 – Abraão / Palmas

Esta trilha leva da vila do Abraão até a praia das Palmas, que também tem uma pequena comunidade e alguma estrutura (camping e bar, no mínimo). São 3km de trilha bem aberta, pois é o mesmo caminho que leva até a famosa praia de Lopes Mendes. Fizemos o trecho em pouco menos de 1h.

Em relação a trilha, ela começa na praia do Abraão. De frente para o mar, siga para o lado direito até o fim da praia. Lá você encontrará o início da trilha. Após um curto trecho você verá outra praia. Antes dela você verá uma trilha a direita. Após subir um pouco haverá uma bifurcação não sinalizada. Siga a direita. Depois o caminho é sinalizado até a praia das Palmas.


Detalhe importante: A saída para a praia das Palmas está sinalizada, mas não é o fim da trilha. Atenção para não passar direto.

A praia das Palmas pode ser aproveitada para lanchar, comprar água, e até entrar no mar, claro. As águas são bastante calmas, e a praia é bonita. Porém, é uma praia habitada. Tem casas e moradores, cachorros, etc. Aí você decide se vai ou se fica.

Para seguir caminho em direção as praias de Lopes Mendes ou Santo Antônio, caminhe até a outra extremidade da praia e siga em frente. Existe uma pequena placa indicando onde seguir. No caminho vocês ainda encontrará as praias dos Mangues/Pouso (primeira foto deste post). Na dúvida, consulte os moradores.


Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Praia da Feiticeira


Trilha 2 – Aqueduto / Saco do Céu (Feiticeira)

Não seguimos esta trilha em toda a sua extensão, somente durante um trecho, até chegar a praia da feiticeira. É uma trilha estreita, e exige por causa disso um pouco mais de atenção. Tem muita umidade também, o que torna o chão as vezes escorregadio.

Uma vantagem é que, como não é tão utilizada como outras trilhas (exemplo: Lopes Mendes) existe uma possibilidade maior de encontrar com a fauna da ilha. Pudemos ver bem de perto alguns macacos e esquilos. Os macacos chaaram mais a nossa atenção, pois não eram os micos que estamos acostumados, e sim uma outra espécie maior, talvez Bugios.

Esta trilha é a mesma que dá acesso a cachoeira da Feiticeira. Porém não era nosso destino e seguimos em outra direção na bifurcação. Mais para frente uma outra bifurcação aparecerá, e esta não é sinalizada. Para a praia da Feiticeira siga o caminho da direita. Detalhe importante: existe uma placa intermediária no trajeto indicando a distância de 5km para a praia da Feiticeira. Ignorem. Neste momento faltavam cerca de três km para chegar a praia.

Fiz a trilha com GPS e pude constatar a distância exata percorrida: 4,1km. Segue abaixo o detalhamento e também a altimetria do percurso, para que você possa avaliar se está dentro das suas condições físicas.

Apesar das dificuldades citadas acima, eu recomendo este percurso, pois não é longo. Desde a vila do Abraão até a praia da Feiticeira nós (eu e minha esposa) gastamos 1:15h de caminhada.

Quanto à praia (foto acima), tem aproximadamente cinqüenta metros, é bonita e bastante reservada. Tivemos algum tempo de exclusividade, depois dividimos o espaço com meia dúzia de turistas. As águas são calmas e tem boa visibilidade. É possível ver muitos peixes de pequeno porte na parte mais rasa. Eles são tão folgados que chegam a beliscar a gente. Eu estava com um machucado (causado por uma bolha) e eles só mordiam ali, os “gente boa”. Próximo ao meio da praia chega um veio de água doce onde é possível tirar o sal do corpo antes de encarar a caminhada de volta.

Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Circuito do Abraão


Trilha 1 – Circuito Abraão (Aqueduto, Areia Preta, Galego).

A segunda mais curta das dezesseis trilhas “oficiais” da ilha, tem menos de 2km. Muito curta, e diferente das demais, pois faz um circulo, terminando onde começou. Dá acesso ao Aqueduto, Lazareto e praias da Areia Preta e do Galego. Bom para quem não quer saber de muito exercício. É boa opção também para o dia de chegada ou partida da ilha, quando não temos tempo suficiente para ir muito longe.

O acesso para a trilha 2 é feito a partir do aqueduto (foto acima), e leva até a praia e cachoeira da Feiticeira, ao Saco do Céu, além de outras praias.


Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Dois Rios


Trilha 14 – Abraão / Dois Rios

De acordo com o mapa fornecido pela TurisAngra no cais de embarque para a Ilha, esta trilha tem 7km. Ela é diferente das outras trilhas da ilha, é mais larga e tem acesso para carros também, que seguem para a sede da UFRJ próximo a praia de Dois Rios, onde funcionou no passado um presídio.

É uma trilha bem mais larga e, apesar dos deslizamentos que ocorreram por lá, passa bastante segurança. Você sempre vê onde está pisando, não existe aquela situação em que pode haver, por exemplo, uma cobra por ali, ou o risco de um escorregão.


Fizemos a trilha em 1:55h, tempo dividido quase que igualmente entre subida e descida. Primeira metade para as subidas e a segunda metade para as descidas.

No fim da trilha existe um controle de visitantes, e o guarda responsável por este controle fornece outras informações dos serviços (básicos) oferecidos por ali; Onde é possível comer ou comprar água, e o que está disponível para visita, além da praia.

OBS: No inicio da trilha existe atualmente uma placa não recomendando o uso da trilha devido a desabamentos. Confirmamos a segurança com uma agencia de turismo em Abraão que disse que com as condições do dia boas não haviam problemas. Seguimos em frente e constatamos que a trilha estava ok, inclusive cruzamos com um carro passando. Porém, caso você vá visitar a ilha e a placa ainda esteja por lá, confirme a situação da trilha antes de prosseguir, por segurança.

Apesar da praia de Dois Rios ter alguma civilização, é muito aconchegante, sossegada e bonita. Me surpreendeu positivamente e gostei muito de passar o dia por lá. A primeira foto deste post é da praia de Dois Rios. Uma das praias que mais gostei.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Teresópolis / RJ


A Cidade

Teresópolis tem vários atrativos que podem tomar cerca de dois dias para que se possa conhecer tudo, excluindo deste período as visitas ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Para quem não vai para conhecer o parque, acho que a cidade combina mais com uma viagem para casal, talvez por causa do clima do local. Além dos outros atrativos, na cidade fica o condomínio Granja Comary, onde treina a seleção brasileira de futebol.


Como Chegar

A BR-116 (Rio-Bahia) passa pela cidade e é o melhor acesso. A estrada Petrópolis – Teresópolis é outra opção.
Desci a BR-116 desde Leopoldina-MG. O trecho Leopoldina – Além Paraíba tem trechos não pavimentados, e está em obras, muito cuidado. Pouco depois de cruzar a divisa Minas Gerais – Rio de Janeiro a estrada é privatizada, e a pista está perfeita. O valor do pedágio é R$3,00 para motos e R$6,00 para outros veículos.


Principais Distâncias

Rio de Janeiro: 96km
Petrópolis: 55km
Nova Friburgo: 71km
Além Paraíba: 94km
Belo Horizonte: 405km
São Paulo: 484km


A Viagem

Depois de acordar cedo, tomar um banho e colocar a bagagem na Intruder 125cc, parti as 06:55hs rumo a Teresópolis. Logo na saída, a apenas uns dois quilômetros de casa, um motociclista em uma Honda Twister me ultrapassa e faz sinal para parar. Fui logo encostando achando que parte da bagagem tinha caído ou coisa parecida. Ele, me vendo equipado e com bagagem encostou ao meu lado e disse:
_ E aí, vai para onde?
_ Para Teresópolis – respondi.
_ Estou indo para o Rio de Janeiro. Vamos viajar juntos?
_ Ué, beleza!

Isso era tudo o que eu não esperava, mas achei muito bom, afinal quando se viaja acompanhado tudo fica mais fácil. Encostamos alguns quilômetros a frente (já na BR-116) para um café que eu não aceitei pois tinha lanchado em casa antes de partir. O nome do cara é Juninho, muito gente boa. Me contou que fazia este trecho com alguma frequência, já que seus tios e namorada moravam em uma cidade depois do Rio. Ele me acompanhou durante todo o trecho de BR-116.

Depois de encontrar o Juninho fiquei mais tranquilo. Estava um pouco apreensivo antes da viagem devido ao péssimo estado da BR-116 de Leopoldina até Além Paraíba e também por não conhecer o trecho Além Paraíba – Teresópolis, neste caso sem saber se o trevo estaria sinalizado, pois sabia que depois a estrada era privatizada e estava em ótimas condições.

O resto da viagem foi sossegado. Eu ia na frente, já que minha intruder anda bem menos que a Twister do Juninho, e desta forma eu ditava o ritmo. Depois de poucos quilômetros voltei a ficar apreensivo, e fui assim até Teresópolis, pois percebi que ele ficava emparelhando a moto comigo, até mesmo nas curvas. Não gostei muito mas não tinha como falar com o cara pois não conhecia ele direito. Agir desta forma é muito perigoso em uma estrada que só tem uma pista, se aparecesse um buraco ou um carro na contra mão fazendo uma ultrapassagem eu não teria como escapar (e nem ele), e um acidente podia acabar acontecendo.

Continuamos tocando assim até o pedágio, já bem próximos do trevo de Teresópolis. Pagamos e depois combinamos o seguinte: íamos até o trevo de Teresópolis com o Juninho na frente, pois eu não conhecia o trevo e podia acabar vacilando. Lá faríamos nova parada para despedida e foto. Partimos de novo e depois de alguns poucos quilômetros aparece uma placa “Teresópolis – Acesso norte a 600m). Era lá que eu tinha que entrar, pois a pousada Recanto do Lord (albergue onde eu já tinha feito reserva) ficava na parte norte da cidade. Durante estes seiscentos metros eu buzinei e pisquei farol para o Juninho mas ele não viu e passou direto. Eu parei a moto e esperei mais de cinco minutos para ver se ele voltava, como ele não apareceu fui embora. Acabou que não rolou a foto, mas foi bacana pois ele mostrou que tinha o espírito motociclista quando me convidou do nada para a viagem. Mais alguns minutos e eu estava na porta da pousada.


Dados da viagem de ida
Kms rodados: 157,7
Consumo: 27,61 Km/l
Tempo Total: 02:45hs

Para voltar parti de Teresópolis as 12:40hs. Percorri todo o caminho com uma única parada para foto em frente a fábrica de cerveja Lokal, ainda no princípio da viagem. Fiz o mesmo roteiro da ida, BR-116 até Leopoldina e depois mais cerca de vinte quilômetros até Cataguases. Na volta a moto andou um pouco mais, já que voltei aos 145 metros de altitude de Cataguases contra 871 metros de Teresópolis.

Dados da viagem de volta
Kms rodados: 168 (a partir do mirante Vista Soberba, mais longe que o acesso norte)
Consumo: Não foi marcado
Tempo Total: 02:30hs
Quilômetragem total: 423,5 km (incluindo percurso para visita as atrações)

Custo da viagem:

R$45,00 – Combustível
R$15,00 – Hospedagem
R$10,00 – Almoço
R$06,00 – Pedágios
R$06,00 – Acesso ao Parque Nacional Serra dos Órgãos
R$82,00 – Custo Total


Atrativos

A cidade de Teresópolis tem vários atrativos, mesmo sem considerar o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Fontes, cascatas e mirantes estão por todos os lados. Para quem se interessar, uma feira na Avenida principal da cidade vende roupas, comida e artesanato (principalmente roupas).
Assim que chegar dê uma passada na Secretaria de Turismo (a beira da BR-116 e de frente para o mirante Vista Soberba). Lá você consegue um mapa da cidade com as atrações indicadas. Apesar da maioria das atrações ser bem sinalizada, o mapa é indispensável.
Informações detalhadas das atrações:



Lago do Iacy: Um lago pequeno mas em lugar agradável. Pode ser uma interessante opção de fim de tarde, quando não resta muito tempo para escurecer. Aproveite para conhecer a fonte Judith, que está próxima.

Fonte Judith: A maior das duas fontes da cidade. Fica um pouco antes da entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Pode ser vista da Reta (Avenida principal da cidade, que em cada trecho tem um nome). Esta é a atração mais fácil de achar. Fica muito próxima a Feirarte, pode parar a moto ou carro na feira e visitar as duas atrações. Tanto esta fonte quanto a Fonte Amélia vão muito bem após uma caminhada, para aproveitar melhor suas águas.
Feirarte: Muita roupa de inverno a venda. Tem também um pouco de artesanato. Tem alguns mini-shopping ao seu lado, o que faz do local um “point” de compras. De acordo com informações locais são cerca de setecentos expositores.

CBF: Localizado no bairro Granja Comary, o melhor a ver é o lago dentro do condomínio, já que cinco ou seis campos de futebol sem ninguém jogando não são grande atrativo.



Mirante Vista Soberba: Localizado na BR-116, tem uma vista fantástica do Pico Dedo de Deus, o mais famoso do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Se o tempo estiver bom, pode-se avistar a baía de Guanabara. Imperdível.

Cascata dos Amores: Um dos piores atrativos. Está mal cuidado, com muito lixo na cascata e um volume baixo de água (possivelmente devido ao inverso). Prefira outro atrativo.



Fonte Amélia: Menor porém mais aconchegante, vazia e bonita que a Fonte Judith. Vale a pena conhecer. Uma boa idéia é conferir na volta do Parque Nacional.

Cascata do Imbuí: Para mim não é cascata, e sim uma bela cachoeira. Ninguém confirmou, mas deve ser muito poluída, pois sua água tem um cheiro horrível. Não fosse isso seria um belo atrativo. Tem uma espécie de ponto de observação para visualização de outro ângulo.

Atrativos que não visitei: Orquidário Aranda (venda de orquideas), Pedra da Tartaruga, Mulher de Pedra e Rio dos Frades (queria ter visitado este rio, recebi boas informações desta atração, inclusive de uma cachoeira, mas não tive tempo para a visita).


Parque Nacional Serra dos Órgãos



O Parque Nacional da Serra dos Órgãos tem três portarias: Em Teresópolis, Guapimirim (9 kms abaixo do Mirante Vista Soberba, na saída de Teresópolis) e em Petrópolis. O passeio mais conhecido é o trekking para a Pedra do Sino, mais alta do parque com 2.263 metros de altitude, e a travessia Petrópolis – Teresópolis. Para o acesso a trilha da Pedra do Sino e Travessia é cobrada taxa de R$12,00 do visitante. Esta mesma trilha dá acesso as cachoeiras Véu da Noiva e das Andorinhas.



Pagando apenas R$3,00, preço do ingresso normal, o visitante tem acesso as trilhas da Primavera, Suspensa e Mozart-Catão, esta última terminando em um mirante com bela vista da cidade.

Aproveite e conheça as trilhas da portaria Guapimirim, já que o ingresso comprado na portaria Teresópolis pode ser usado (guarde o ingresso e cupom fiscal). A partir desta portaria pode-se acessar mais algumas trilhas, além dos poços Verde e da Preguiça.
O pico mais famoso do parque é o Dedo de Deus, com 1.692 metros de altitude.
Dica: Se você tem a intenção de conhecer o Parque, visite-o antes das outras atrações da cidade, e deixe-as para os outros horários (manhã, antes do parqui abrir e fim de tarde por exemplo). Assim vc aproveita melhor o seu tempo e não corre o risco de ficar sem conhecer parte do parque (pois muitas atrações estão distantes e devem ser conhecidas de uma só vez se o tempo é curto).


Opção de Hospedagem


Fiquei no Albergue da Juventude Recanto do Lord, no bairro dos artistas. Como ele é afiliado a International Hostelling, quem tem carteira de alberguista ainda ganha um desconto. O Albergue tem uma bela vista da cidade, e fica localizado próximo ao acesso norte (bom para quem quer conhecer os atrativos na estrada para Nova Friburgo ou Petrópolis. Não deixe de conversar com a Carol ou a Ângela (proprietária). Pegando maiores informações você não erra o caminho e aproveita melhor o tempo.


O café da manhã é básico, mas como a hospedagem tem bom preço fica tudo certo.

Contato do Albergue: (21) 2742-5586 Site: http://www.teresopolishostel.com.br/