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domingo, 21 de abril de 2013

Parque Estadual do Itacolomi

Chegando ao pico do Itacolomi
Um belo parque com uma trilha que segue por trechos de Mata Atlântica e Campos rupestres rumo ao pico do Itacolomi. Bom para quem quer apenas passar um dia (ou fim de semana) em contato com a natureza, há menos de duas horas de Belo Horizonte e colado na histórica Ouro Preto.

Ficamos um fim de semana por lá, acampando. Apesar de ficar tão perto de casa (pouco mais de 100km de BH) e da antiga vontade de subir até o pico do Itacolomi, ainda não conhecia o parque.

Centro de visitantes

O acesso não podia ser mais fácil: A entrada do parque está a poucos metros da MG-262, e pode ser vista desta estrada. Fica pouco depois do trevo para Lavras Novas (para quem vem no sentido BH - Mariana). Até este trevo a sinalização é deficiente (ou inexistente), mas logo depois as placas aparecem e não deixam duvidas do acesso ao parque.


Visual da trilha de acesso ao pico do Itacolomi

Para quem pretende subir o pico, principal atrativo do parque, é necessário chegar ao centro de visitantes - distante 5km da portaria por estrada de terra - pouco antes das 09:00, horário de partida deste passeio que é feito com o acompanhamento de guia ao custo de R$10 por pessoa. Se chegar cedo, aproveite para conhecer o centro de visitantes, que tem algum material interativo, como um aparelho para reproduzir os sons de alguns animais e uma maquete com as diversas atrações do parque e região.

Trilha rumo ao pico do Itacolomi
No dia que fizemos o passeio, fomos levados pelos guias em um carro do parque até o inicio da trilha (2km do centro de visitantes). A subida é feita em um tempo médio de uma hora e trinta minutos, variando de acordo com o preparo fisico de quem está subindo. Não deixem de levar garrafas de água e lanche para o parque, pois não estão a venda por lá e serão necessários durante o passeio. A subida até o pico é muito bonita, com trechos de mata atlântica e campos rupestres (que estavam floridos em alguns trechos quando passamos por lá). A vista por todo o trajeto é super bacana, podendo-se ver a sede do parque e seus lagos, o distrito de Lavras Novas, a cidade de Ouro Preto e a pedra do caraça. O pico do Itacolomi só se revela no fim da trilha, irreconhecível visto por trás, que é onde a trilha acaba. Não e possível ao turista comum subir até o topo da pedra, mas segundo me disseram existem vias de escalada por lá. Para quem é profissional neste esporte e quiser tentar a subida, é uma boa idéia contatar o pessoal do parque para maiores informações.
Lagoa da Capela - Para um banho após a trilha!

A descida, apesar de forçar um pouco os joelhos, é mais rápida. De volta a sede do parque, ainda é possível dar um mergulho na lagoa da capela antes de ir embora (você pode vestir sua roupa de banho no banheiro do centro de visitantes).

Para quem puder dormir por lá, o camping é muito bom, com banheiros estruturados e área de convivência super bem montada. Muito próximo fica uma área de convivência muito bem estruturada, com um lugar reservado para fogueira (se informe com os funcionários do parque). Nós dormimos por lá e gostamos muito. Apesar das duas cachoeiras citadas no centro de visitantes ainda não estarem disponíveis para visitação, existem outras trilhas mais curtas que podem ser feitas, além da possibilidade de visitar o museu do chá, a capela de São José e a casa bandeirista no dia seguinte, além da possibilidade de assistir ao pôr do sol no mirante do morro do cachorro.

Recomendo uma visita ao parque, talvez integrada com uma visita a cidade de Ouro Preto.

Se quiser fazer um passeio diferente em Ouro Preto experimente visitar as galerias de arte e ateliês da cidade. Você também pode visitá-la durante o Fórum das Letras, evento de literatura que rola por lá. Veja as resenhas deste evento em 2011 e 2012. Se quiser explorar um pouco mais a região, visite distritos como Glaura, ou a Chapada de Lavras Novas, com seus menos de 100 habitantes.


Abraços.
Thiago Rulius   

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro)

Cachoeira de Tabuleiro


Já havia visitado a cachoeira do tabuleiro cerca de nove anos atrás. Ficamos encantados com a queda enorme (273 metros), a maior do Brasil fora da região da amazônia. Não tem como não ficar impressionado. Mas da outra vez, o nosso passeio se resumiu a isso. Não conhecemos outras cachoeiras, não nos hospedamos no vilarejo de tabuleiro (estávamos em Conceição do Mato Dentro, distante aproximados 17km). Então foi uma visita incompleta. esta vez acampamos por lá, conhecemos muito mais, e garanto: Tabuleiro (o distrito) tem programa para pelo menos uma semana, se você quer se aprofundar. Além dos passeios descritos abaixo, não conhecemos a cachoeira da fumaça e não visitamos a parte de cima das cachoeiras Rabo de Cavalo e Tabuleiro (necessário guia). Além do passeio mais famoso e atrativo: a travessia de Tabuleiro até Lapinha da Serra.

A única tristeza é que as cachoeiras e poços são tão grandes que simplesmente não conseguimos enquadrá-los de maneira decente nas fotografias. Peço desculpas pelas fotos abaixo, elas não mostram vinte por cento da beleza do lugar.

Bifurcação da estrada para Tabuleiro / Itacolomi

Parte inferior da cachoeira de Congonhas

Cachoeira Congonhas (cerca de 70m): cerca de 1h de caminhada. Após a entrada do poço Pari, continuar pela estrada de terra até encontrar uma porteira. Deixar o carro aí, atravessar a porteira e tomar a nova estrada de terra a esquerda. Após o cemitério (também a esquerda) continuar por alguns metros e entrar na porteira em frente a uma casa também a esquerda. A partir daí seguir a trilha que vai descer até o rio e depois o atravessar. Seguir por esta trilha até ver a cachoeira a esquerda. O paredão pode ser visto na bifurcação da trilha. Tem o poço mais raso, bom para quem tem medo de se afogar. Não paga entrada.

Poço Pari: Dentro da cidade. Caminhada curta. O posso é bonito e tem uma prainha de cascalho. Lugar sossegado, ideal para visitar no dia em que não há muito tempo disponível, como os dias de chegada e partida. O posso deve ter uns duzentos metros quadrados. Tem também uma pequena queda d'água. Pode ser cobrado R$5 por pessoa na entrada, mas quem está no camping Pari tem acesso livre.


Cachoeira do tabuleiro vista do início da trilha

Centro de visitantes do parque

Cachoeira Tabuleiro (273m): Cachoeira mais famosa da região, que pode ser vista da estrada de terra que dá acesso a portaria do parque. A cachoeira do tabuleiro está agora protegida dentro da área de um parque. A trilha foi facilitada nos ultimos anos no trecho afastado do rio, já que entalharam degraus nas pedras, facilitando o acesso. Apesar disso, não é caminhada para qualquer um. Quem não tiver costume ao menos de fazer algumas caminhadas pode sofrer para chegar, e mais ainda para voltar. Também não aconselho ir de chinelos, pois uma boa parte do trecho é ingreme, e a outra é feita pelas pedras no leito do rio. Sandálias para trekking ou tênis e botas seriam mais aconselháveis. Fizemos toda a trilha em 1:05, mas quem não tem preparo pode levar o dobro deste tempo. O paredão da cachoeira é muito bonito e o poço é enorme. Pode ventar bastante, então é melhor ficar em um local ensolarado, de preferência mais afastado da queda, para não ficar recebendo um spray de água praticamente ininterrupto. Não deixe para ir no fim da tarde, melhor ir cedo e aproveitar o dia. R$5 por pessoa.

Cachoeira Rabo de Cavalo

Cachoeira Rabo de cavalo (120m): Também está pretegida por um parque, mas o acesso é grátis. Para chegar, deve-se voltar pela estrada de terra em direção a Conceição do Mato Dentro por cerca de 5km, até encontrar a placa indicando o distrito de Itacolomi. Entrar por esta estrada, passar pelo distrito e seguir em frente, perguntando a todos qual o caminho, já que a sinalização é deficiente. O momento de maior duvida é em uma encruzilhada onde o lado direito tem uma ponte de concreto (que leva a cachoeira da fumaça) e a trilha da esquerda leva a cachoeira Rabo de Cavalo. Será necessário passar dentro de fazendas e tomar cuidado com as vacas na estrada. Pouco antes da chegada há um riozinho que talvez possa ser atravessado de carro, dependendo do volume de água. Se não for possível atravessar, deixe o carro no gramado antes do rio e prossiga caminhando, pois a portaria do parque está próxima (menos de 1km). Na portaria você prenche um formulário registrando a entrada e caminha por cerca de meia hora de trilha fácil até chegar a esta cachoeira maravilhosa. As três quedas que compõem esta cachoeira ficam visíveis da estrada, em um visual espetacular. É possível conhecer uma outra queda cerca de 400 metros acima da rabo de cavalo, mas é necessário um guia, já que o caminho é diferente. Na saída, tomar um caldo de cana na casa na portaria do parque. As pessoas que moram ali são muito humildes, não custa nada dar uma força para aquelas pessoas que, no final das contas, ajudam a vigiar aquele lugar maravilhoso. E além do mais, o caldo de cana gelado no fim da trilha vai muito bem.

Panorâmica da cachoeira Rabo de Cavalo


Alimentação:

- Café da manhã: Paradia da Netinha. Peça o pão na chapa com ovo e queijo, é uma delicia. A netinha é muito boazinha.
- Almoço: Restaurante Rupestre.

OBS: De Conceição do Mato Dentro ao distrito de Tabuleiro - Aprox. 17km, sendo 12km de terra.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Parque da Serra do Curral - BH



A coisa mais difícil para a turma que bate cartão é manter um blog de viagens com atualizações regulares. Afinal, só temos férias uma vez por ano (alguns tem duas), e nos finais de semana temos opções limitadas de passeios a fazer, devido ao tempo curto, que nos obriga a procurar destinos que não sejam muito longe de casa.

Neste post vamos apresentar o recém inaugurado parque Serra do Curral, que tem sua portaria no bairro Mangabeiras, próxima a Praça do Papa e parque das Mangabeiras. Uma opção muito legal para quem está com um dia livre no fim de semana e quer fazer uma boa caminhada e respirar um pouco de ar puro.


O principal atrativo do parque são os dez mirantes espalhados por um trajeto de 4000 metros. A maior parte deles tem placas com foto e indicação que ajudam a identificar vários atrativos turísticos de BH, como a lagoa da Pampulha, Mineirão e Parque municipal. Do outro lado, é possível ver Nova Lima e montanhas da região.

O acesso aos três primeiros mirantes ocorre nos primeiros 1700 metros de trilha, que podem ser percorridos por qualquer visitante. Os demais, somente podem ser visitados por aqueles que agendarem a caminhada “travessia da serra”, um pouco mais penosa para aqueles que não têm condicionamento físico, visto que o trajeto não é tão longo, mas a descida final da serra exige bastante dos joelhos e pernas.


Para quem faz a travessia, é necessário reservar no site do parque. São formados grupos de até quinze pessoas e o acompanhamento de guia é obrigatório. Com os guias temos a possibilidade de aprender um pouco sobre a cidade, além da fauna e flora do parque. Durante nosso passeio vimos um esquilo e um filhote de urubu.


Informações Técnicas

Localização: Av. José do Patrocínio Pontes, 1.951 - Praça Estado de Israel, bairro Mangabeiras.

Site:  http://www.parqueserradocurral.com.br/Localizacao.aspx

Preparação para travessia: Fazer a reserva no site, usar calçado apropriado e levar água e lanche. Máquina fotográfica é essencial.

No fim da travessia (que termina no parque das mangabeiras) um ônibus do parque levará todos os participantes de volta a portaria do parque Serra do Curral, onde os veículos foram deixados.

A visita ao parque é gratuita.

Abraços.
Thiago Rulius

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Arte em Ouro Preto


Quem acompanha o Viagem Independente já viu que boa parte das viagens relatadas aqui não tratam dos destinos mais comuns para o “grande publico”. Mas algumas vezes visitamos lugares onde todo mundo já gastou a sola do tênis. É o caso do destino deste post: Ouro Preto. Porém vamos dar um enfoque diferente a este post, ignorando as visitas as igrejas e focando apenas nos ateliês e galerias de arte da cidade.
 
Tela de Milton Passos

Já estive em Ouro Preto algumas vezes, e desta ultima estava por lá para participar do excelente evento literário Fórum das Letras, que estava acompanhando pela segunda vez (para ler uma resenha do evento escrita por mim, clique aqui). Mas como a programação do fórum não ocupa todo o dia, aproveitamos os momentos livres para conhecer um pouco da arte da cidade.

Eu já havia, previamente, feito um levantamento de alguns dos ateliês e galerias de arte da cidade, focando principalmente na região mais central, que pudesse ser visitada a pé. Tenho certeza que deixei ainda boas opções para trás, então peço a todo leitor que conheça ateliês e galerias não citados neste artigo, que comentem a matéria complementando as informações.

Não entendo absolutamente nada de escultura. Elas podem ser encontradas em parte dos estabelecimentos citados abaixo, mas vou focar especialmente nas pinturas, que tenho ao menos alguma noção.

Tela de Benedito
Galeria de Arte Relicário 1800 – Pode ser o ponto de partida do passeio, já que fica na Praça Tiradentes. É uma excelente galeria, a única com um ar mais profissional. Tem mais de cem telas expostas, a maioria de incontestável qualidade. O foco principal é a paisagem mineira. Você encontrará telas de vários artistas renomados, como Benedito Luizi, Wilson Vicente, Rubens Vargas, Cláudio Vinicius, entre outros. Além da paisagem é possível encontrar algumas telas abstratas ou de paisagens marinhas. O casario de Ouro Preto é retratado em parte das telas. A senhora Firmina, proprietária, me recebeu muito bem, batemos um bom papo por lá. Posso dizer que ela conhece muito e enriquece demais a visita. Seria capaz de passar toda a tarde em sua galeria batendo papo com ela. Mas tome cuidado se você não tem a intenção de comprar nada: a grande maioria das telas da galeria é de alto nível, e a dona Firmina é uma negociante que não perde um cliente com facilidade. Eu não pude deixar de sair com um quadro, e só não levei um segundo por falta de recursos, mas até hoje estou com uma tela do Benedito Luizi na cabeça. Classificação: imperdível. Praça Tiradentes, 114 – segundo andar – Tel. 3552-2536.

Galeria Casa de Artes – Lugar grande, com muitas obras expostas. Especializada em obras dos artistas da cidade ou arredores. Tem obras de vários estilos e para todos os bolsos. O atendimento é simpático, e o proprietário desde o início dá abertura para negociação de preços das obras. Não cheguei a progredir com nenhuma negociação, mas recordo ter gostado bastante das telas do artista Anderson Braga. Diferentemente da galeria Relicário 1800, aqui a maioria das telas não estão emolduradas, o que pode ser considerado em uma eventual comparação de valores das obras. O único ponto negativo é que parte das instalações são mal iluminadas, o que atrapalha a avaliação das telas. Classificação: Muito bom. Localização: Em frente a igreja São Francisco de Assis e logo abaixo da feirinha de pedra sabão.

Galeria de Arte do Marcelo – Infelizmente não sei o nome desta galeria, me esqueci de anotar e o Marcelo, que acabou de inaugurá-la, ainda não tinha cartões de visita. Em comparação com as galerias anteriores, esta galeria é bem mais modesta, com um numero bastante limitado de obras expostas. Apesar disso, o Marcelo tenta compensar com um excelente atendimento, sem fazer nenhuma pressão em relação a vendas. No caso das pinturas, os artistas com maior número de obras são o Edésio, de Mariana, com suas telas retratando Ouro Preto e arredores (geralmente em cenas com tempo fechado ou chuvoso – são telas muito bacanas) e a Zelli, que é parente dele. Os quadros dela são de paisagem, mas pintados de uma maneira menos realista. São bacanas e exclusivos desta galeria. Como a Zelli é parente do Marcelo, é possível que ele consiga flexibilizar um pouco mais os preços destas obras. A galeria tem também algumas esculturas e peças sacras. Classificação: Bom. O Marcelo compensa o ainda pequeno acervo com um atendimento de primeira. Localização: Rua da Conceição (continuação da rua do Aleijadinho), esquina com rua Felipe dos Santos. Melhor forma de chegar: Descer a rua São Francisco, conhecendo seus pequenos ateliês, e atravessar o beco em frente ao ateliê Entalhes e Pinturas. Saindo do beco estará de frente a galeria do Marcelo.

Ateliê Milton Passos – Quase de frente a igreja do Rosário, não está no centro da cidade, mas não fica longe (menos de 1km) e acreditem, após sair da rua direita, o trecho é praticamente plano. Todos os quadros que vi do Milton Passos retratam Ouro Preto, tanto em dias de sol quanto nos dias nublados e escuros. São belos quadros, que certamente vão agradar a quem quer levar uma imagem de Ouro Preto para casa. Classificação: Bom.

Ateliê Elias Layon – Fica entre a igreja do Rosário e o centro, na rua Getulio Vargas, muito próximo ao ateliê do Milton Passos. Infelizmente o ateliê estava fechado quando passei por lá. Ele funciona aos sábados, mas neste dia eles não puderam abrir (perguntei ao proprietário da loja em frente, que ligou para o pessoal do ateliê – ou o próprio artista, não sei – no ato). O tipo de pintura do Elias não é o que aprecio mais, mas foi uma pena não ter tido a chance de conhecer seu ateliê.

Ateliês da rua São Francisco – Muito próximos da praça Tiradentes, mas a rua são Francisco é uma ladeira razoável, então os menos preparados podem se cansar um pouco. São três ateliês, um logo no inicio da rua (topo do morro) e outros dois durante a descida (Edu Atelier e Entalhes e pinturas). Sinceramente não são muito atrativos, mas como são caminho para a galeria do Marcelo podem valer a pena. O melhor dos três e que vale a visita é o Entalhes e Pinturas, com algumas belas telas do Edésio de Mariana. Classificação: Regular.

Estes foram os ateliês e galerias que visitei. Claro, existem muitos outros. O próprio artista Anderson Braga, pelo que vi na internet, tem um ateliê no centro, e existem outros nos bairros vizinhos, e até um na rua Padre Rolim, por onde chegamos a cidade (quem vem de BH). É possível encontrar quadros a venda também expostos em hotéis, como acontece no saguão do hotel Solar da Ópera na rua Direita (atual Conde de Bobadela), onde vi um quadro maravilhoso do Wilson Vicente.

Espero que estes endereços sirvam pelo menos como um começo para quem vai buscar arte em Ouro Preto. Perguntando nestes lugares, certamente é possível encontrar muito mais.

Galeria Relicário 1800: www.relicario1800.art.br
Galeria Casa de Artes: www.casadeartesouropreto.com

Abraços,
Thiago Rulius

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

BH - Festival Sabores do Mercado

Vai até o dia doze de fevereiro o circuito gastronômico do mercado central de BH, com várias opções de tira-gosto, além de uma opção de sanduíche e outra de café.

Caso queira conhecer, vá ao mercado central e entre pelo acesso da Avenida Augusto de Lima (em frente ao minascentro) e solicite no guichê um panfleto do festival. Nele você vai encontrar os bares participantes com seus respectivos pratos, a agenda cultural e, na ultima página, uma cartela para ser carimbada nos bares visitados, que pode depois ser trocada (quando completa) por um brinde.
 
A lista dos bares e pratos:

  • Butiquim do Antônio
Sabor modesto: Pernil temperado com especiarias, descansado por 24 horas, assado e descansado por mais 12 horas, fatiado e levado a frigideira com azeite e cebola e servido com molho de jabuticaba e pão francês.
R$17 para 3 pessoas

  • Bar Campinho
Jeito Mineiro: Costelinha defumada com batata bolinha apimentada e queijo minas ao molho de amora.
R$20 para 3 pessoas

  • Bar do Zé Maria
Sereno do mercado: Carne serenada com abacaxi, pimenta biquinho e cheiro verde.
R$17 para 4 pessoas

  • Bar Mercado Central
Baby Beef a moda BMC: Cubos de baby beef maturados, grelhados, ao molho de três queijo. Acompanham pimentões vermelhos e amarelos em cubos grelhados, batata bolinha e molho de queijo com croutons de queijo de coalho.
R$29,50 para 3 pessoas

  • Choperia Bom Grill
De volta ao norte: 300g de carne de sol e 300g de mandioca coberta de catupiri, acompanhados de creme de alho.
R$29,90 para 3 pessoas

  • Café Requinte
Cozido requintado: Musculo bovino e moela cozidos ao molho, servidos com cebolete, champignon, alcaparras e mostarda.
R$20 para 2 pessoas

  • Sabores e Idéias
Mineirim: Pão de queijo caseiro, recheado com linguiça da Bete de Paraopeba, tradicional queijo canastra e tomate.
R$9,90 para 1 pessoa

  • Bar Fortaleza
Bodoró: Carnede sol, mandioca, jiló, cebola e pimenta biquinho.
R$20 para 2 pessoas

  • Bar Zé da Onça
Chouriço com Jiló: Chouriço na chapa com jiló e cebola.
R$16 para 2 pessoas.

  • Bar Café São Judas
Pernil com Jiló: Pernil na chapa com jiló e cebola
R$16 para 2 pessoas.

  • Casa Cheia
Isca de frango Picante: Isca de frango empanado com molho picante, decorado com cebola e alho em conserva.
R$25 par 2 pessoas.

  • Dona Diva café e quitandas
Combo Dona Diva: Um pedaço de bolo de fubá com queijo, um pão de queijo (artesanais) e dois cafés simples.
R$5,90 para 2 pessoas.


É um evento bacana e que valoriza um tipo de comércio que tem tudo a ver com a vocação do nosso mercado. Quem sabe não é o primeiro passo para reverter a descaracterização que vem ocorrendo por lá, com a chegada de lojas de vitaminas, salões de beleza, loja de eletrodoméstico (que felizmente não colou) e outras?

Página oficial do evento: http://www.mercadocentral.com.br/pagina/sabores-do-mercado

domingo, 8 de janeiro de 2012

Chapada - Distrito de Ouro Preto

Já fiz alguns posts do interior de minas aqui no Viagem Independente como Carrancas, Sabará e Glaura. Se você quer ainda mais sossego, vá pra Chapada!

Segundo um morador, o distrito tem menos de 50 habitantes, desconsiderando aqueles que chegam para passar o fim de semana. Da entrada você pode ver praticamente todo o vilarejo, com a igreja ao centro. Para atravessar todo o perímetro urbano, a distância deve ser uns trezentos metros.


Além de ser um ótimo lugar para ficar a toa, dando uma voltinha e parando em cada um dos três botecos para uma cerveja e um belisco, você ainda pode fazer passeios muito legais na região, como visitar cachoeiras, caminhar até Lavras Novas ou subir os picos da região (recomendo). O lugar é bem servido em relação aos trekkings, até porque a estrada real corta o lugarejo, e os marcos estão espalhados por ali.

Para se hospedar, existem dois campings, pousadas e casas para alugar. Nos hospedamos no Camping do Chará, que recomendo a todos. O lugar é bonito, bem cuidado, e tem água corrente no terreno. O Chará é muito gente boa, pode dar muitas dicas. Ele também trabalha como guia da região e ajudou a selecionar os pontos onde seriam colocados os marcos da estrada real. Não deixe de trocar uma idéia com ele.


Se não quiser ir para dormir, uma opção é ficar em Lavras Novas e conhecer a chapada em um passeio de um dia, que seria suficiente para conhecer o casario, visitar a cachoeira mais próxima (1km de distância, a trilha começa ao lado da igreja, junto ao bar das cobras) e tomar umas na volta. Tudo sem pressa.

A estrutura se resume a uma pequena venda. Os botecos servem almoço e tira-gosto. Não existe posto de gasolina ou lojas de artesanato.

Para chegar lá, siga para Ouro Preto. Pouco antes da entrada, pegue a rodovia sentido Mariana. Logo aparecerão placas indicando Lavras Novas. Siga a sinalização e logo você pegará estrada de terra (alguns quilômetros a frente). Na estrada de terra haverá uma única bifurcação. Siga o caminho da esquerda para Lavras Novas ou direita para a Chapada. Não tem erro. Após a bifurcação o trecho é curto, cerca de 3 ou 4km. De onibus, existe apenas um por ida em cada sentido, informe-se em Ouro Preto sobre o onibus para Santo Antônio do Salto, que passa por lá.


Mais informações sobre a chapada clique aqui.

Abraços
Thiago Rulius

domingo, 18 de dezembro de 2011

Glaura - Distrito de Ouro Preto




    Por ser um dos distritos menos famosos de Ouro Preto, Glaura tem ainda um sossego difícil de encontrar. Segundo alguns dos moradores, a maioria dos visitantes são aqueles que compraram sítios por ali. Mas o distrito vale uma manhã ou tarde de visita.


    E o que fazer por lá? Estacionar o carro na praça, próximo a igreja, e caminhar um pouco, aproveitando a tranqüilidade e observando o casario, a maioria bem preservado. Se você gosta de jabuticaba e está visitando a cidade na época desta fruta, talvez possa tentar comprar com algum morador, pois esta árvore é presença quase obrigatória nos quintais. Depois do passeio, descanse no bar em frente a igreja, ou se preferir coma um canudo com doce de leite (ambos caseiros) vendidos na casa identificada com uma pequena placa, também de frente a igreja, a esquerda de quem olha para ela do bar. Por ultimo, siga a rua do grupo escolar por cerca de trezentos metros (talvez um pouco mais) até a casa da dona Boneca e compre doces para levar, a preços muito convidativos. A disponibilidade depende da época de cada fruta, mas é possível encontrar doces comuns como cidra, mamão com abacaxi, goiabada cascão, laranja e banana, além de outras frutas menos comuns (em sacolões) como jabuticaba, ameixa amarela ou cagaita. Repare no tamanho dos tachos usados por ela, dá pra tomar banho lá dentro.

    Para chegar a Glaura, uma opção é entrar em Cachoeira do Campo (entrada principal, a esquerda após o posto de gasolina para quem vem de Belo Horizonte). Após passar por Cachoeira, siga pelo asfalto por mais cinco quilômetros.
    Para mais informações de Glaura, que faz parte da estrada real, visite o site oficial do distrito, http://www.glaura.com/.

Abraços
Thiago Rulius

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Festival da Jabuticaba de Sabará 2011

Nos dias 3 e 4 de dezembro teremos o Festival da Jabuticaba de Sabará.  Uma boa oportunidade de conhecer uma cidade histórica e provar pratos como a lingua ao molho agridoce de jabuticaba ou o músculo ao molho de jabuticaba. Além, é claro, da possibilidade de alugar um pé da fruta e trazer compotas e licores para casa.



Abaixo a programação do festival e o link do evento.

03 de dezembro

10 às 18 horas

VENDA SOMENTE DE DERIVADOS
Local: Praça de Esportes
Ingresso: R$ 3,00 (venda somente na bilheteria da Praça de Esportes, no dia do evento)
(exceto menores de 12 anos e maiores de 65 anos)


04 de dezembro
09 às 17 horas

VENDA DA FRUTA E DE DERIVADOS
Local: Praça de Esportes
Ingresso: R$ 3,00 (venda somente na bilheteria da Praça de Esportes, no dia do evento)
(exceto menores de 12 anos e maiores de 65 anos)


Aluguel de Jabuticabeiras

Almira (31) 3671-6112
Ana (31) 3671-5480
Eduardo (31) 9128-6244
Rosangela (31) 9676-3421


Festins

PARQUE QUINTA DOS CRISTAIS
3 e 4 de dezembro das 8 às 18h30min
Natureza: Passeios ecológicos.Trilha autoguiada.

ESPAÇO CULTURAL E DE TRADIÇÕES GASTRONÔMICAS
3 e 4 de dezembro
Gastronomia: 11h30min às 18h. Lingua ao molho agridoce de jabuticaba.Músculo ao molho de jabuticaba. Fruta in natura na ornamentação de saladas.

Música ao vivo: 13 às 17h30min. MPB, para dançar e tradicional.
Cultura: distribuição de poesias impressas e declamações.

Mais informações e reservas pelos telefones: (31) 9970-1854 e 3671-3241


JABUTICABA GOUMERT 2011

Hotel Solar Corte Real – Outras informações: (31) 3671-3040

SÁBADO (03/12) – 21h – Jantar Goumert, com pratos finos a base de jabuticaba,vinhos, licores e coquetéis da fruta e música ao vivo.
DOMINGO (04/12) – Café colonial
Almoço especial


http://www.sabara.mg.gov.br/jabuticaba/noticias

Abraços
Thiago Rulius

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sabará


Das cidades históricas mineiras, Sabará é a mais próxima de Belo Horizonte. São apenas 23 km, o que não dá nem para chamar de viagem. Um dia inteiro por lá já é suficiente para conhecer o teatro, museu e duas ou três igrejas, aproveitando para almoçar no centro (almoce de 12:00 as 13:00, quando a maioria das igrejas e o teatro fecham). Para quem quer ver tudo com mais detalhes, basta acrescentar mais um dia e terá tempo suficiente.

Na chegada à cidade, cerca de 1km antes da chegada ao centro, está o posto de informações turísticas de Sabará (no canteiro central da MG). Não tem muita estrutura, mas o pessoal foi muito atencioso e nos forneceu informações sobre as atrações turísticas principais e seus horários de funcionamento. Recebemos um mapa muito fraco, mas que de qualquer maneira já ajuda. O centro histórico é pequeno, mas algumas das ruas têm casario bem conservado que fazem valer uma caminhada despreocupada. Você certamente vai passar por alguma igreja, chafariz ou capela.

Visitamos duas igrejas (Senhora do Ó e de Nossa Senhora do Carmo). A primeira é pequena e está mais distante do centro, mas vale conhecer; Tem o altar todo entalhado, e as paredes são forradas por pinturas antigas. Já a igreja de Nossa Senhora do Carmo é bem maior, mas não tem a mesma beleza ou aconchego da primeira. Tem alguns detalhes bonitos mas é muito mais pobre em relação as pinturas. Tem algumas cabeças de anjos no altar (sem os corpos) que achei meio bizarro. As vigas próximas a porta são sustentadas por homens visíveis apenas da cintura para cima, como se saíssem das paredes. Muito legal. A taxa de entrada para cada uma destas igrejas foi de R$2,00, e todas as outras cobram no máximo este valor pela visita. Quem quiser ir a missa na igreja Senhora do Ó, esta é realizada as 19:00, todas as quintas-feiras. Também é possível marcar casamento nesta igreja.

Também visitamos o teatro municipal, segundo mais antigo em funcionamento no Brasil. Havia visto uma foto antes e é impressionante como ele passa impressão de ser bem maior do que realmente é. É muito simples e sem qualquer luxo. Aparenta ter poucos lugares, mas a lotação é superior a 200 pessoas, devido aos três andares de camarotes.



OBS: Não deixe de fazer uma "visita externa" a igreja de Nossa Senhora do Rosário. Ela é diferente de todo o resto, e suas paredes de pedra fogem muito do padrão da cidade (reparem na espessura das paredes). Segundo explicações que recebemos, esta era a igreja dos escravos, que não podiam frequentar a igreja dos brancos.



Descobrimos no posto de informações turísticas que no distrito de Pompéu (5 km do centro), estava acontecendo o Festival do Ora Pro Nóbis (14 a 22 de maio), e aproveitamos para almoçar por lá. Foi uma boa chance de provar um dos pratos típicos da cidade (arroz, costelinha, ora pro nobis e angu) e comprar produtos artesanais como licores, geléias e bombons de jabuticaba e Ora pro Nóbis. O festival não era exclusivamente gastronômico, mas não pudemos esperar pela programação cultural do domingo.

Outras informações (fonte: informações turísticas de Sabará)

Distâncias
BH - 23 km
Rio de janeiro - 429 km
Brasília - 714 km
Vitória - 526 km
São Paulo - 581 km
Salvador - 1430 km
Campo Grande - 1266 km
Santa Bárbara - 58 km
Ouro Preto - 120 km
Congonhas - 104 km
Diamantina - 311 km

Bancos: Brasil, Caixa, Bradesco, Santander, Itau

www.turismosabara.com.br
www.sabara.mg.gov.br
(31)3672-7690

Abraços
Thiago Rulius

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Cataguases / MG


Cataguases é uma cidade bacana. Seu centro, com algumas construções históricas bem conservadas, ruas calçadas e arborizadas, fazem um passeio pela cidade ficar bem agradável (se não estiver muito calor).

A cidade tem uma certa fama modernista, o povo todo que cursa arquitetura conhece ou ouviu falar. As suas construções fogem do estilo Ouro Preto, Mariana, Congonhas. Pode-se ver construções projetadas por Oscar Niemeyer, Painéis de Portinari e Museus das fábricas instaladas na cidade. Algumas de suas praças são amplas e bem cuidadas. O terminal turístico é um vagão de trem em uma delas.



Não precisa muito tempo para conhecer a cidade, um dia inteiro ou no máximo dois são suficientes. Uma boa idéia é utilizar a cidade como ponto de parada de uma viagem maior, jantar e dormir por aqui (os hotéis e restaurantes tem um preço muito bom), dar um passeio no outro dia cedo e seguir viagem. O preço médio das diárias aqui (tirando os dois melhores hotéis) é de R$25 a R$30.

Uma pequena lista de pontos turísticos para quem passar por aqui:
_ Praça Sta. Rita (com a Igreja e Prefeitura).
_ Praça Chácara e Museu Dona Catarina
_ Hotel Villas (almoce por lá).
_ Estação Ferroviária
_ Museu da Eletricidade.
_ Painel de Portinari.


Opções de Hospedagem baratas

_ Hotel Villas
_ Hotel Duarte
_ Hotel Spindola

Opções de Hospedagem nem tão baratas (mas bem melhores)

_ Hotel Cataguases
_ Hotel Bevile



Quanto a moto (TDM 225), é uma diferença enorme em relação a intruder 125 que usava. O torque é muito bom e a sexta marcha ajuda muito. As reduções de marchas não são muito frequentes e a velocidade utilizada fica mais estável. A moto me passou muita segurança nas ultrapassagens também. Não gostei muito dela nas curvas, mas como essa moto tem fama de ser boa nesse aspecto acho que são os pneus (maggion na frente e um rinaldi já bem usado atrás) que me tiraram a confiança. Vamos ver na próxima viagem com pneu traseiro novo.

Como pontos negativos da moto ficam o banco duro e a velocidade final baixa. Com 120 km/h ela já fica esgoelada. Isso não é tão ruim quanto parece, porque sem um para-brisa fica impossível viajar distâncias maiores nessa velocidade. A moto está aprovada.

Dezembro de 2006
Distância de BH: 300km.
Moto utilizada: TDM 225cc

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Carrancas / MG


Algumas dicas e informações para quem estiver planejando uma viagem até lá.

_ Para feriados pode valer a pena reservar pousada. Quando liguei para reservar na véspera várias pousadas estavam lotadas (cerca de 70%).

_ Pesquise bastante o preço das hospedagens, a diferença da mais barata para a mais cara na "temporada" chega a 400%. Use o site www.telelistas.net para encontrar as pousadas de lá (essa dica vale para outros municipios também).



_ Para visitar as cachoeiras mais próximas não é necessário guia, é muito fácil (cachoeira do moinho e poço do coração). Porém se você vai com pouco tempo acho que estes dois lugartes devem ser visitados no fim da tarde, após a visita de um dos lugares mais distantes. A distância média destas atrações é de 2km do centro. Para visitar o poço do coração tem que pagar R$1,00.

_ Existe uma agência de guias na praça. Eles dão informação sem cobrar nada, mas para visitar o complexo da Zilda e / ou a dupla cachoeira da fumaça e poço encantado (e adjacências) eu recomendo. Não é que vc não vá conseguir encontrar o lugar sozinho, mas com certeza não vai ver todas as cachoeiras, fora que R$10 (por pessoa - preço do guia) não vai deixar ninguém mais pobre. Sair de lá com R$10 a mais no bolso e deixar de conhecer uma (ou várias) belas cachoeiras não me parece bom negócio. Voltar lá para conhecer vai ficar bem mais caro. Fora que asism vc bota dinheiro na mão do povo nativo de lá de verdade.


_ A cidade tem uns 4 ou cinco restaurantes melhores (apesar de simples). Vc pode sair para jantar também, os que estão nos arredores da praça abrem a noite ( os outros eu não sei ).

_ O sino da igreja na praça toca toda hora, se vc dorme muito cedo fique pelo menos a uns dois quarteirões de lá.

_ A maioria das atrações ficam afastadas, uma moto ou carro é importante (ou pelo menos uma bike).

_ A cidade só tem uma agência bancária, do banco do brasil.

_ A cidade tem posto de gasolina.



_ Para quem vem de BH via São João Del Rey, no meio do caminho tem uma placa indicando carrancas por uma estrada de terra. Passe direto e vá até Itutinga e vc conseguirá ir só pelo asfalto. (270km)

_ O escorregador da zilda paga R$1,00 de entrada.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Grutas do Maquiné e Rei do Mato / MG


Não era uma idéia antiga esta de visitar as grutas aqui nas proximidades de Belo Horizonte. Só resolvi por este roteiro devido ao tempo feio e frio do fim de semana, que deixava as visitas a cachoeiras pouco atrativas. Mas analisando o passeio agora, depois de ocorrido, afirmo que é uma opção diferenciada e muito interessante.
Já tinha visitado uma gruta a cerca de dez anos atrás, mas esta não era preparada para o turismo, estava totalmente preservada e era simplesmente infestada de morcegos, que passavam muito próximos de nós na escuridão. Podíamos ver apenas os vultos, mas dava para sentir as fracas correntes de ar de sua passagem.



Voltando as "grutas turísticas", as três principais nesta região são a gruta do Maquiné em Cordisburgo, gruta da Lapinha em Lagoa Santa e gruta Rei do Mato em Sete Lagoas.

Como o caminho para a gruta da Lapinha era outro, seguimos em direção as outras grutas para possibilitar a visita de duas em um único dia. O plano era ir primeiro a Maquiné e depois visitar a Rei do Mato na volta, quando já estaríamos mais cansados de rodar e querendo uma pausa.



O acesso as grutas de Maquiné e Rei do Mato é feito pela BR-040, sentido Belo Horizonte - Brasília. Cordisburgo está a cerca de 120km de BH, com mais 5km até Máquiné (nesta estradinha vi um Tucano, foi muito legal). A gruta Rei do Mato está na beira da estrada, mas no sentido Brasília - BH (de BH a gruta Rei do Mato são cerca de 66km). Todo o percurso é asfaltado.
Se possível visite as duas grutas. Na minha opinião os passeios são complementares: A gruta Rei do Mato é mais bonita, mais preservada e tem algumas pinturas rupestres como "brinde", além de ficar mais vazia. A gruta do Maquiné tem salões mais amplos e a parte liberada para acesso de turistas tem três vezes o tamanha liberado da Rei do Mato.

A gruta do Maquiné tem pontos negativos: Uma loja de souvenir praticamente dentro da gruta (não sei quem teve essa idéia errada), mangueiras e caixas de força aparecendo também tiram um pouco do clima do lugar. O serviço de guias da gruta Rei do Mato também é melhor. NÃO COMPREM NA LOJA DENTRO DA GRUTA DO MAQUINÉ. SE INIGUÉM COMPRAR DE REPENTE ELA SE MUDA PARA MAIS LONGE.

As fotos não ficam muito boas lá dentro com máquinas fotográficas comuns, sem recursos como tempo de exposição. Procure fotografar os lugares iluminados sem utilizar o flash. Foi assim que consegui os melhores resultados. Comprar postais nas lojas (do lado de fora) pode ser uma solução.



Para quem se interesse, existe o museu do Guimarães Rosa em Cordisburgo. Eu não visitei, mas não deixa de ser mais uma opção. Informe-se no centro de informações de Cordisburgo, na avenida principal.

Quanto as motos, a viagem foi tranquila, já que boa parte do trecho é duplicado (até Sete Lagoas). A estrada para Cordisburgo é de pista simples, mas o movimento é fraco. Apenas os cerca de 25km de BR-040 não duplicados merecem um pouco mais de atenção.



Para abastecimento, na BR-040 tem vários postos de combustível, e em Cordisburgo também tem um, então não precisa se preocupar. Para quem também pretende ir de Suzuki, em caso de emergências existe uma concessionária em Sete Lagoas, a apenas uns 3 km da gruta Rei do Mato.


Thiago (rulius)

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro / MG


O Parque


O parque estadual da Serra do Brigadeiro (MG), apesar de existir a muitos anos, foi aberto a visitação recentemente, em 2005. Foi criado para proteger um trecho de cerca de 13.000 ha de mata atlântica, juntamente com sua fauna, flora e as diversas nascentes de água do local. Tem vários picos beirando os 2.000 metros de altitude. O maior deles é o pico do Soares, com 1.985 metros.


Como o parque ainda não está completamente estruturado, a escalada dos picos ainda não foi liberada aos visitantes, e o parque conta apenas com um novo e bonito centro de visitantes e biblioteca, além das duas portarias (Portaria 1 – Cidade de Araponga e Portaria 2 – Cidade de Fervedouro). O restante da estrutura é voltado a pesquisadores e pessoal autorizado pelo IEF, entidade que administra o parque. Mas as aparentes desvantagens citadas acima também trazem benefícios: O contato com a natureza é maior, e o parque fica muito tranquilo em fins de semana comuns. Fiquei por mais de uma hora em uma bela cachoeira completamente só, enquanto fotografava e começava a escrever este texto.


O entorno do parque tem vários atrativos interessantes. Boas cachoeiras, escaladas de picos de até 1860 metros de altitude e um belo trecho de floresta. Se as visitas no parque ainda são limitadas, as visitas ao entorno do parque são a solução.


Como chegar





A partir de Belo Horizonte seguir pela BR-040 sentido Rio de Janeiro, entrar no trevo para Itabirito e seguir na rodovia dos bandeirantes até Ponte Nova, depois Viçosa, Canaã e Araponga. Para quem vem do Rio de Janeiro a BR-116 (Rio-Bahia) pode ser utilizada diretamente até Fervedouro, neste caso o caminho mais curto. Detalhe importante: O acesso a portaria 2 (Fervedouro) é dificultado pelo trecho de 36 kms de estradas de terra, contra apenas 6 kms para quem chega por Araponga (portaria 1).





Hospedagem


Miragem Hotel (Miradouro-MG). Está longe do parque (cerca de 60 km) mas fica a margem da BR-116 (Rio-Bahia) e pode ser um interessante ponto de apoio para quem chega a noite e prefere encarar a estrada de terra pela manhã ou que vai vencer o trecho de terra no fim de tarde e deixar para chegar em casa no outro dia. O preço da estadia é baixo. (32) 3753-1216


Pousada Serra D'água (Araponga-MG). Uma boa pousada. Fica a apenas 5 kms da portaria de número 1. Não fica na cidade e sim no entorno do parque. Em seu terreno existem trilhas leves ou pesadas (estas dando acesso aos picos da Serra das Cabeças, acima de 1.800m de altitude e com uma vista de tirar o fôlego). Pequenas cachoeiras também podem ser acessadas a partir da sede. Serve almoço e tem serviço de guias (ambos pagos). Não deixe de se informar com o Sr. Ronaldo, dono da pousada. Ele conhece toda a região e pode fornecer boas dicas. (31) 9965-0565


Na estrada de terra de acesso a portaria 2, a cerca de 10 kms existe um pequeno distrito de Fervedouro chamado Bom Jesus da Madeira. Recebi a informação de que lá também existe uma opção de hospedagem, mas não consegui confirmar esta informação.



A Viagem




Parti de Cataguases (MG) as 06:30hs. Como segui pelo caminho de Viçosa, peguei somente estradas secundárias e muito tranquilas, apenas um pequeno trecho de BR, mas que estava vazia e me permitiu uma melhor média no tempo final de viagem. Levei 03:40hs para percorrer apenas 165 km. Isso porque andei um longo trecho sob neblina (cerca de 90 kms) e nunca tinha passado por estas estradas, tendo de ”maneirar” um pouco mais. Outro detalhe que toma tempo é atravessar as cidades pelo caminho (no meu roteiro: Miraí, Guiricema, São Miguel do Anta e Canaã). O asfalto no início do roteiro não era grande coisa, mas a partir do trevo de Coimbra melhorou bastante, e nos kms finais, entre Viçosa e Araponga o asfalto é novo e a pista tem várias curvas muito boas para se fazer de moto. O melhor trecho de meu roteiro.





Um detalhe: As placas do parque (que começam a aparecer a partir de Viçosa) no começo tem a inscrição “Parque Estadual da Serra do Brigadeiro”. A partir de um certo ponto, vem apenas com a sigla “PESB”. No começo não entendi que eram o mesmo lugar, e tive de perguntar algumas vezes para acertar o caminho. Fique atento.


Para quem chega por Araponga, tanto esta cidade quanto Canaã tem posto de gasolina. Abasteci em Canaã, o posto estava com uma cara muito boa, e ainda tinha uma oficina de motos no fundo.


Na volta optei pelo caminho oposto. Atravessei o parque e saí pela portaria 2, percorrendo os cerca de 36 kms de terra até a BR-116 (Rio-Bahia). Os piores trechos para quem está de moto são os próximos ao parque, mas deu para manter sempre uma velocidade entre 30 e 40 km/h. Depois a estrada fica mais larga e batida, e não causa maiores preocupações. Ao chegar ao asfalto em Fervedouro, mais 115 kms até Cataguases.


Desta vez fui direto com apenas uma parada para abastecer em Miradouro, já que não sabia quanto a minha moto tinha bebido nas minhas “andanças” pela terra. Estava com medo de escurecer e foi o que aconteceu. A partir de Miraí rodei a noite até em casa (30 kms). Fiz a volta em 03:20hs. Total de viagem: 340 kms.



A Moto




A intruder 125cc se comportou bem durante toda a viagem. Claro, quem tem pressa não fica muito satisfeito, mas para quem quer viajar com conforto e apreciando a paisagem ela atende perfeitamente. Como eu saí de apenas 145m de altitude e subi para mais de 1000m, em alguns trechos mais íngremes tive de reduzir bastante, mas deu para superar. A moto acabou sendo muito valente nas estradas de terra, e fiquei muito satisfeito com isso. O consumo ficou na base dos 27 km/l no asfalto e 23km/l na terra, uma média comum para uma moto de 125cc.



Um outro detalhe muito legal é que não se vê moto suzuki nestas cidades pequenas, então uma moto como essa é novidade para quase todo mundo. Quando um funcionário do parque me perguntou quantas cilindradas e eu disse que era 125cc ele quase caiu para trás. Quando falei que ela era mais barata que a titan 150cc ele quase caiu para trás outra vez. Onde eu parava o primeiro assunto era a moto. Além de deixar a gente muito feliz, isso também ajuda na aproximação com outras pessoas, o que é ótimo em qualquer viagem.