quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ilha Grande - Dois Rios


Trilha 14 – Abraão / Dois Rios

De acordo com o mapa fornecido pela TurisAngra no cais de embarque para a Ilha, esta trilha tem 7km. Ela é diferente das outras trilhas da ilha, é mais larga e tem acesso para carros também, que seguem para a sede da UFRJ próximo a praia de Dois Rios, onde funcionou no passado um presídio.

É uma trilha bem mais larga e, apesar dos deslizamentos que ocorreram por lá, passa bastante segurança. Você sempre vê onde está pisando, não existe aquela situação em que pode haver, por exemplo, uma cobra por ali, ou o risco de um escorregão.


Fizemos a trilha em 1:55h, tempo dividido quase que igualmente entre subida e descida. Primeira metade para as subidas e a segunda metade para as descidas.

No fim da trilha existe um controle de visitantes, e o guarda responsável por este controle fornece outras informações dos serviços (básicos) oferecidos por ali; Onde é possível comer ou comprar água, e o que está disponível para visita, além da praia.

OBS: No inicio da trilha existe atualmente uma placa não recomendando o uso da trilha devido a desabamentos. Confirmamos a segurança com uma agencia de turismo em Abraão que disse que com as condições do dia boas não haviam problemas. Seguimos em frente e constatamos que a trilha estava ok, inclusive cruzamos com um carro passando. Porém, caso você vá visitar a ilha e a placa ainda esteja por lá, confirme a situação da trilha antes de prosseguir, por segurança.

Apesar da praia de Dois Rios ter alguma civilização, é muito aconchegante, sossegada e bonita. Me surpreendeu positivamente e gostei muito de passar o dia por lá. A primeira foto deste post é da praia de Dois Rios. Uma das praias que mais gostei.

domingo, 19 de junho de 2011

Ilha do Mel

Quem vai para a Ilha do Mel procurando uma praia com água transparente, cheia de coqueiros e com aquela cara de nordeste não vai encontrar. Mas... e daí? Lá não tem nada disso e mesmo assim é muito bom!

Estive lá fora de temporada e o lugar estava praticamente deserto. Haviam apenas dois casais além de nós na pousada, e estava tudo muito sossegado. Não fizemos reserva para chegar lá e conseguir melhor preço, assim como já havia ocorrido no dia anterior em Morretes e que deu muito certo. No caso da ilha, fechamos a diária por R$20 a menos e ainda em um quarto superior ao que estávamos negociando pelo telefone. Com isso ficamos mais bem instalados e ainda economizamos R$200 (10 diárias).


Quem vai para a Ilha do mel tem como opção para hospedagem as vilas das praias de Encantadas, Farol/Brasilia e Fortaleza, que ficam respectivamente no sul, centro e norte da ilha. Escolhemos ficar no Farol devido a localização mais central, que nos permitiria explorar toda a ilha durante os nossos dez dias por lá sem ter de ficar atravessando toda a ilha. Apesar de várias pousadas terem ficado fechadas durante os dias de semana, o supermercado, posto de saúde e dois ou três restaurantes mantiveram as portas abertas, mantendo um minimo de estrutura. Já as barracas de artesanato, camisas e presentes desapareciam de segunda a sexta-feira.

Tivemos muitos dias nublados, ruins para a praia e excelentes para as caminhadas. Até o farol a caminhada era muito curta, um quilometro talvez, com opção de fazer o caminho pelas trilhas internas da ilha ou pela praia. A subida até o pico do morro (base do farol) é fácil, pois toda a parte ingreme do caminho é calçada e com degraus. Mas para subir e ver o pôr do sol nessa época vale investir em um repelente ou subir de calça, porque neste horário os pernilongos atacam sem dó.


Visitar o farol não toma tempo nenhum e pode ser feito em um fim de tarde na boa, para quem está por ali. A praia do Farol é excelente para passar o dia. Tranquila, com maré mansa e muito legal. Como companhia, só as gaivotas e bem de vez em quando um ou outro casal. Para quem vai para surfar a praia de fora, do outro lado do morro do farol, tem mar mais agitado e os surfistas estão sempre por lá.

Um outro programa tranquilo de fazer a partir da vila do Farol/Brasilia é visitar a fortaleza. Para chegar lá basta seguir a praia na  direção oposta a do Farol. A partir do istmo e do trapiche de Brasilia a distância é de uns dois quilometros pela praia, com opção de utilizar a trilha por dentro da ilha (que estava fechada com muitos alagamentos e pernilongos atacando em qualquer horário). É muito tranquilo o caminho pela praia e é melhor passar mesmo por lá. Se o dia estiver claro você verá a fortaleza a uma certa distância, muito bonita. Um pouco antes de chegar você encontrará algumas pousadas e um hotel na beira da praia, este com um barco / bar para uma cerveja ou suco. Do bar até a fortaleza são mais cinco minutos. Porém este trecho final tem um caminho mais estreito pela areia, sendo ideal atravessar de manhã para não passar alguma dificuldade com a maré alta. Mas não se assustem, não é nada muito difícil.

Dentro da fortaleza você terá uma boa vista do local e poderá conhecer os postos de vigia no muro, os canhões que ainda estão por lá e algumas fotos de época. O lugar está todo conservado e vale fácil a visita, que é grátis. Qualquer dúvida pergunte ao guarda que está sempre por lá. Existe uma trilha que leva a um "posto avançado" da fortaleza bem mais alto. Suba. Além de outros canhões e instalações abandonadas existe um mirante. Caso não encontre o inicio da trilha pergunte também ao guarda, e encare essa subida que a vista é espetacular.


Dica de ouro: Se você não é um turista daqueles que só bate fotos onde todo mundo já bateu e vai embora, pode seguir após a fortaleza pela praia em direção a reserva da ilha. Siga até o momento em que a fortaleza não estiver mais a vista (cerca de 2km). Quando chegar a este lugar, observe atentamente o mar e se estiver com sorte poderá ver alguns golfinhos passando. Esta dica consegui com um morador extremamente gente boa que tomou café conosco. Portanto, não deixe de conversar com os moradores da ilha, aproveitar melhor sua viagem e postar a sua dica aqui no blog depois, ok? E não se esqueça de que este local (para ver os golfinhos) faz parte da reserva da ilha, então não vá arrancar plantas, e deixar lixo por lá (e nem em qualquer outro lugar). Leve apenas fotos e recordações.

A praia do farol foi onde mais ficamos deixando o tempo passar nos dias de sol. Conversando, nadando, vendo os carangueijos e as gaivotas a poucos metros de nós. E depois de tudo isso comendo um peixe a poucos metros dali, na própria vila do farol.

Para sair do Farol para Encantadas também é tranquilo, as caminhadas são feitas quase que integralmente pelas praias, com pequenas travessias de pedras entre algumas delas. Apenas na travessia da praia do Miguel existe alguma dificuldade, se a maré estiver alta. Então, se possível, atravesse este ponto mais cedo, para facilitar. Uma idéia é sair cedo e ir passando pelas praias no caminho. Para voltar, duas opções: caminhando ou de barco, que tem preços razoáveis.


A grande jogada de viajar para a Ilha do Mel na época que fomos (maio) é a tranquilidade do lugar, com praias inteiras exclusivas. Foi muito bom para relaxar e aproveitar o isolamento. Tivemos aproximadamente metade dos dias de chuva, mas mesmo assim a viagem valeu muito a pena. Lembrando ainda que toda ilha tem duas grandes vantagens: (1) Não tem como nenhum infeliz ligar o som do carro na maior altura na beira da praia e tirar o seu sossego. (2) Uma boa trilha acaba com a farofa.

Serviços

- Almoçamos muitos dias no restaurante do Davi, tinha sempre uma promoção de prato com peixe por lá a bons preços. Funciona a semana inteira. A decoração é meio esquisita, mas a comida é boa.
- Para artesanato procure a barraca do caco. Ele faz blusas com desenhos muito doidos feitos por ele. Viagem mesmo. Aproveite para comprar incenso de citronela (afasta pernilongo) se estiver indo no meio do ano.
- Para quem planeja sair de barco de Paranaguá e está indo fora de época, recomendo confirmar os horários, pois as saídas ocorrem com menor frequencia. O melhor mesmo é pegar o barco em Pontal do Sul.

OBS: Leia o artigo de Morretes aqui no blog. Conhecemos Morretes na mesma viagem, e é um lugar legal para se passar uma noite (após o passeio de trem ou van que parte de Curitiba e desce a serra da Graciosa) e no dia seguinte seguir para a ilha.

Beijos e abraços
Thiago Rulius

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sabará


Das cidades históricas mineiras, Sabará é a mais próxima de Belo Horizonte. São apenas 23 km, o que não dá nem para chamar de viagem. Um dia inteiro por lá já é suficiente para conhecer o teatro, museu e duas ou três igrejas, aproveitando para almoçar no centro (almoce de 12:00 as 13:00, quando a maioria das igrejas e o teatro fecham). Para quem quer ver tudo com mais detalhes, basta acrescentar mais um dia e terá tempo suficiente.

Na chegada à cidade, cerca de 1km antes da chegada ao centro, está o posto de informações turísticas de Sabará (no canteiro central da MG). Não tem muita estrutura, mas o pessoal foi muito atencioso e nos forneceu informações sobre as atrações turísticas principais e seus horários de funcionamento. Recebemos um mapa muito fraco, mas que de qualquer maneira já ajuda. O centro histórico é pequeno, mas algumas das ruas têm casario bem conservado que fazem valer uma caminhada despreocupada. Você certamente vai passar por alguma igreja, chafariz ou capela.

Visitamos duas igrejas (Senhora do Ó e de Nossa Senhora do Carmo). A primeira é pequena e está mais distante do centro, mas vale conhecer; Tem o altar todo entalhado, e as paredes são forradas por pinturas antigas. Já a igreja de Nossa Senhora do Carmo é bem maior, mas não tem a mesma beleza ou aconchego da primeira. Tem alguns detalhes bonitos mas é muito mais pobre em relação as pinturas. Tem algumas cabeças de anjos no altar (sem os corpos) que achei meio bizarro. As vigas próximas a porta são sustentadas por homens visíveis apenas da cintura para cima, como se saíssem das paredes. Muito legal. A taxa de entrada para cada uma destas igrejas foi de R$2,00, e todas as outras cobram no máximo este valor pela visita. Quem quiser ir a missa na igreja Senhora do Ó, esta é realizada as 19:00, todas as quintas-feiras. Também é possível marcar casamento nesta igreja.

Também visitamos o teatro municipal, segundo mais antigo em funcionamento no Brasil. Havia visto uma foto antes e é impressionante como ele passa impressão de ser bem maior do que realmente é. É muito simples e sem qualquer luxo. Aparenta ter poucos lugares, mas a lotação é superior a 200 pessoas, devido aos três andares de camarotes.



OBS: Não deixe de fazer uma "visita externa" a igreja de Nossa Senhora do Rosário. Ela é diferente de todo o resto, e suas paredes de pedra fogem muito do padrão da cidade (reparem na espessura das paredes). Segundo explicações que recebemos, esta era a igreja dos escravos, que não podiam frequentar a igreja dos brancos.



Descobrimos no posto de informações turísticas que no distrito de Pompéu (5 km do centro), estava acontecendo o Festival do Ora Pro Nóbis (14 a 22 de maio), e aproveitamos para almoçar por lá. Foi uma boa chance de provar um dos pratos típicos da cidade (arroz, costelinha, ora pro nobis e angu) e comprar produtos artesanais como licores, geléias e bombons de jabuticaba e Ora pro Nóbis. O festival não era exclusivamente gastronômico, mas não pudemos esperar pela programação cultural do domingo.

Outras informações (fonte: informações turísticas de Sabará)

Distâncias
BH - 23 km
Rio de janeiro - 429 km
Brasília - 714 km
Vitória - 526 km
São Paulo - 581 km
Salvador - 1430 km
Campo Grande - 1266 km
Santa Bárbara - 58 km
Ouro Preto - 120 km
Congonhas - 104 km
Diamantina - 311 km

Bancos: Brasil, Caixa, Bradesco, Santander, Itau

www.turismosabara.com.br
www.sabara.mg.gov.br
(31)3672-7690

Abraços
Thiago Rulius

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Viagem de trem Curitiba - Morretes



Desde 2005 estava planejando o passeio de trem Curitiba-Morretes, e agora, em uma fria manhã de maio de 2010 estava prestes a embarcar com minha noiva no dito cujo.

Antes da viagem estava bastante preocupado com a compra de passagens, pois nas pesquisas preliminares diziam ser bastante concorridas. O problema é o seguinte: Não é possível comprar a passagem de classe econômica (R$39) a distância, portanto só
poderia fazer a reserva na classe turistico (R$66) ou executivo (R$96). A litorina (R$270) eu nem considero, estava totalmente fora do orçamento.

A idéia era fazer o passeio em uma quinta-feira. Por ser dia util resolvemos tentar comprar na véspera, já em Curitiva, e deu tudo certo. Fomos os primeiros a comprar passagem no vagão da classe econômico. Partimos as 08:15.




Valeu muito a pena. Apesar do trecho mais bonito não representar muito das 3 horas de viagem (chegada 11:15 em Morretes) ele vale pelo trajeto inteiro. Muitas pontes (algumas sobre rios), uma bonita barragem, cachoeira, o pico do marumbi e toda a mata do parque de mesmo nome são a paisagem deste trecho. Existem muitos tuneis no trajeto (o maior deles com 457 metros) e em um deles o trem teve as luzes apagadas propositalmente. Breu total.

Como uma "saidera" o famoso viaduto em curva que vemos nas fotos, e com uma vista maravilhosa abaixo. Depois ainda sobram alguns minutos para relaxar antes da chegada a Morretes.

A classe turistica oferece guia no vagão, e eu me preocupei um pouco em perder as atrações na classe econômica. Para quem quer fazer uma economia para o barreado em Morretes fica a dica: um funcionário do trem sempre aparecia no nosso vagão antes das atrações e dava as coordenadas. Com isso fizemos a viagem mais barata e não perdemos nada.




As fotos tiradas não conseguem mostrar a metade da beleza do lugar. Então a melhor coisa a fazer é não ficar exagerando nas fotos a toa e se concentrar em aproveitar o passeio.

Abraços
Thiago rulius

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Planejando (e economizando) na sua viagem

A partir do momento que se decide fazer uma viagem, e se você não gosta de ficar andando com dezenas de famílias desconhecidas e ouvindo guia chato falando com microfone dentro de van (e com música mais chata ainda ao fundo), significa que você evitará os pacotes turísticos e agora precisa começar a planejar. E o melhor lugar para se iniciar um planejamento de viagem é a internet.

Vôo

A maneira habitual seria acessar o site de cada uma das companhias aéreas que cobrem o destino de sua viagem e sair conferindo preços, fazendo simulações de datas de saída e chegada para tentar preços melhores. O problema é que ficar simulando várias datas em vários sites dá um trabalhão.

Hoje existe um site legal, que é o Decolar, onde você apenas coloca a cidade de origem e destino, as datas e ele já faz todas as comparações e te dá todas as opções disponíveis. É muito fácil, funciona como os sites de cotação tradicionais, como o Buscapé ou JáCotei, porém para vôos.

Imagem do site www.decolar.com

Experimente as dicas abaixo para tentar alguma economia nas simulações de compra de passagens aéreas: vôos de madrugada e/ou em meio de semana e maior tempo de permanência no destino. E tente comprar com a maior antecedência possível.

Hospedagem

Antes de mais nada leia o artigo deste blog sobre hospedagem clicando aqui!

Existe um site de pesquisa e comparação de preços de hotéis também, o Booking. Assim como no HIHostels, você encontra hospedagem em todo o mundo. Um para hotéis, o outro para albergues (hostels).

Outras Informações

Um local com informações de tudo quanto é destino é o Mochileiros. Não deixe de fazer uma pesquisa e anotar as dicas que te interessem. Um outro site legal é o Viagens Maneiras (lá você vai encontrar o cachorro mais viajado do mundo).

Se ainda sobrar um tempinho procure outros blogs de viajantes, são excelentes fontes de informação. Vejam como exemplo este blog sobre Cusco e Machu Picchu, com várias dicas diferentes e relacionadas ao cotidiano do lugar: http://www.aranhanoperu.blogger.com.br/

E leia os outros artigos e relatos de viagem deste blog, claro!

Abraços
Thiago rulius

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Guarapari sem farofa

Apesar da concorrência de Cabo Frio, acho que Guarapari ainda é a praia mais freqüentada pelos mineiros. Praia lotada, criançada melando com o picolé derretido, musica alta e de baixíssima qualidade em som de carros e quiosques, marmanjo jogando bola no horário mais cheio da praia e ainda se achando dono da razão quando acerta uma bolada nos outros.

Parece ruim? Tudo isso acontece por lá nas férias escolares e feriados, e muito. E o impressionante dessa estória é que a maioria do povo gosta. Mas para quem não gosta fica a pergunta: Dá pra visitar Guarapari na temporada e/ou feriados e escapar de toda essa farofa?

Claro que ficando nas praias de mais fácil acesso e com estrutura como calçadão, quiosques e muitos prédios fica mais difícil. Mas pra quem topa uma caminhada dá pra escapar e pegar um certo sossego. Ficar sozinho com a namorada em uma praia é impossível na temporada, mas no meio de uma semana fora do calendário turístico ainda tem jeito.

As opções (a pé) para quem quer sossego e está na lotada praia do morro são as seguintes:

Praia da Cerca: Siga até o fim da Praia do Morro (sentido morro) e vire a esquerda. A praia está logo atrás, a uns cinqüenta metros. É também uma praia com quiosques, não dá pra ficar tão sossegado assim, mas já melhora muito em relação à praia do morro. Praia pequena, uns 200 ou 300 metros. É a opção mais próxima da muvuca.

Praia do Ermitão: Como a praia da cerca, siga até o fim da Praia do Morro e “suba o morro” por sua única trilha (que começa na própria areia da Praia do Morro). No fim da trilha você atingirá a praia do ermitão, pequena e sossegada. Praia sem estrutura e de areia grossa.

Praia dos Adventistas: Para chegar a esta praia você deve pegar, a partir da Avenida Beira-Mar (Praia do Morro) a Avenida Paris. Esta é a avenida que começa onde existe uma rotatória na avenida Beira-Mar. Para quem vai caminhando pela praia do Morro, a avenida Paris fica na reta da pedra onde existe uma estátua de um Marlim. A partir da Av. Paris siga até a primeira curva (umas seis quadras) e entre na segunda rua a direita após o posto de gasolina. Esta rua se transforma em uma estradinha de terra e basta seguir até o fim (não medi a distância, mas acredito que aproximadamente 1km ou pouco mais). A praia dos Adventistas é tranqüila, a rua não acompanha a orla e não existem prédios. Leve água, as vezes (quase sempre) não tem ninguém vendendo nada por lá, ou apenas picolé.

Três Praias: Três pequenas e bonitas praias, com acesso pelas pedras a partir da praia dos Adventistas. Havia um acesso pela Rodovia do Sol a esta praia, pago, mas que mesmo assim trouxe uma certa bagunça ao lugar. Agora está muito tranqüilo. Pelo que me informou um vendedor de picolé, eles fecharam o acesso pela Rodovia, portanto agora só a pé, coisa que a maioria do povo tem muita preguiça de fazer (ótimo!). Havia uma lanchonete em uma das praias mas não está funcionando. Leve água.

Se você está de carro as coisas ficam mais fáceis e as opções aumentam bastante.

Setiba: Praia tranqüila e que não costuma encher muito, porém com pouca areia. Nenhum atrativo especial fora o sossego. Siga a rodovia do sol para o norte.

Setibão: Praia deserta, com areia grossa e muitas conchas na areia. Mar bravo e bastante vento. Legal para uma caminhada sossegada com a namorada. Acesso na continuação da rua principal (beira mar) da praia de Setiba.

Enseada Azul: Composta por três praias, bastante sossegadas mas sempre tem gente. Vale a pena passar um dia tranqüilo. Aqui existem alguns vendedores ambulantes na praia, que esporadicamente lhe oferecem picolé, coco e salgados. Acesso na rodovia do sol em direção a Iriri.

Praia dos Padres: Prainha escondida entre a última das praias da Enseada Azul (praia da Bacutia) e Meaípe. Lugar muito sossegado, sem vendedores, som, etc. O carro não chega até lá (não fica nem visível), o que garante a tranqüilidade. O acesso é feito por trilha a partir do carro, cinco minutos de caminhada.

Concluindo: Guarapari é uma cidade barata, próxima e com muita oferta de imóveis para locação. É uma idéia e vale a pena aparecer por lá. Mas se fosse para escolher, eu iria para Ilha Grande, Búzios ou Arraial do Cabo, vizinha da “concorrente” Cabo Frio. Claro que aí o custo aumenta um pouco.

Não tenho fotos panorâmicas muito boas destas praias em formato digital. Utilizem o http://images.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi para procurar fotos no google.

Abraços
Thiago

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reduzindo custos de viagem - Hospedagem

Hospedagem com Economia

Geralmente um dos maiores custos que temos ao colocar o pé na estrada é a hospedagem. Claro que conforto não faz mal a ninguém, mas para muita gente este é o custo que torna a viagem impraticável, ou muitas vezes faz o viajante voltar pra casa mais cedo porque o dinheiro acabou.

Porém, é possivel economizar muito com hospedagem. Quanto? Depende de quão descolado e desapegado você é!

ALBERGUES

Uma forma tranquila de se economizar são os albergues. Você chega, paga adiantado e te levam para um dos quartos compartilhados (geralmente 4 camas por quarto, mas podem ser mais de 20). Via de regra o café da manhã não está incluído no "pacote".

Esse tipo de hospedagem é muito legal para quem viaja sozinho, você sempre acaba conhecendo alguém para dividir um passeio, pega muitas dicas, geralmente tem uma internet grátis e a cozinha em 90% das vezes fica disponível para fazer a própria comida e lanches, o que gera uma bela economia, já que assim vc se abastece em supermercado e evita os restaurantes todos os dias.

Alguns albergues tem até um lugar onde, quando o viajante está para voltar pra casa, ele pode deixar o que sobrou de sua comida para que outros menos favorecidos possam economizar ainda mais. Outra coisa comum nos albergues são os funcionários fazerem um rango coletivo com o custo dividido entre os hóspedes que queiram participar, o que é muito legal para conhecer gente e ver como as pessoas do país ou região que você está preparam a comida. Também é um ótimo lugar para informações turísticas.

O que muita gente não gosta é que os próprios hospedes precisam lavar tudo o que sujam, como os itens de cozinha, arrumar sua própria cama e enxugar o banheiro quando ele não tem box (muito comum). Na minha opinião, nada mais justo. Se houvesse uma funcionária pra fazer esse serviço lá o dia inteiro o preço ia aumentar.

Muitos albergues tem opção de quarto de casal, mas neste caso o preço também sobe bastante. Não vejo muita vantagem nesta situação.

A rede de albergues mais conhecida no mundo é a HI (Hostelling International). Mas não descarte os outros albergues, existem muitos albergues não filiados muito legais, e as vezes com melhores preços e/ou serviços.

Veja os albergues HI de todo o mundo em http://www.hihostels.com/
Para os albergues do Brasil veja em http://www.albergues.com.br/

Existem albergues que tem muita balada, outros não. Escolha o de sua preferência. Pegue dicas no http://www.mochileiros.com/.

OBS: Existe uma carteirinha da rede HI. Só faça se vai ficar muito tempo viajando, para valer o custo de fazer. Os descontos são baixos, cerca de R$1 ou R$2 a diária, poucas vezes maior. Tem validade de 1 ano.

RESIDENCIAIS

Um pouco mais complicado para as meninas, os residenciais são casas de familia onde existe um quarto vago e os moradores colocam algumas camas para alugar por lá. Os residenciais mais simples costumam ser mais baratos que os albergues, e te permitem ver como funciona uma casa no país que vc está visitando. É bem legal, mas você não tem tanta segurança. Não tem onde trancar sua bagagem como na maioria dos albergues (leve seu cadeado) e ocasionalmente pode ser o unico hóspede. Imagine uma menina se hospedar na casa de um homem solteiro, por exemplo. Você não tem informação nenhuma sobre o cara... É meio complicado ou não é?

Talvez a forma segura seja procurar a cabana de informações turísticas da cidade e perguntar sobre residenciais cadastrados, e assim que chegar lá dizer quem foi que lhe indicou o lugar. Os serviços são piores que os dos albergues. Muitas vezes não se tem acesso a cozinha, o banho pode ser frio, e por aí vai. O padrão varia bastante, pergunte tudo antes e não feche negócio sem ver o quarto.

Existem alguns residenciais que após se consolidarem acabaram se tornando uma espécie de pensão. Estes são muito melhores que os residenciais "pé-duro" citados acima e valem bastante a pena, já que tem um preço aproximado ao dos albergues (residenciais "pe-duro" chegam a custar a metade do preço). Apesar desta melhora na qualidade, o banheiro na maioria das vezes continua no corredor, mas as camas são melhores, tudo é mais limpo, existe uma recepção onde vc pode deixar sua mochila, etc.

Independente da sua escolha, dê sempre uma pechinchada que pode sair um desconto. Principalmente se vai ficar muitas noites.

Abraços
Thiago rulius