segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Foz do Iguaçu e arredores




Os vôos domésticos tem ficado mais em conta a cada dia, e no caso de foz não foi diferente. Consegui comprar o trecho BH/FOZ por R$79 no primeiro semestre do ano, e um parente que também viajou conosco pagou R$49 pelo mesmo trecho alguns dias depois (cia. Webjet). Nada mal, já que em 2008 eu fiz uma cotação para seguir até lá e o trecho custava R$400.

Tinhamos um objetivo: correr a meia maratona de Foz, e programamos o nosso tempo na cidade considerando este programa. Para saber mais sobre esta corrida, clique aqui.

Ficamos três dias completos por lá (já desconsiderando a noite da chegada e a manhã da saída). Mas três dias são suficientes? Depende do que você quer fazer.

Uma divisão simplificada seria cada um dos três dias para um dos países com suas atrações: Paraguai para compras, Argentina para o parque Iguazu e Brasil para o parque de Foz do Iguaçu. Simples assim. Agora os detalhes de cada um dos países:

Paraguai

Se quer comprar muito, o melhor é chegar cedo, pois depois das 14:00 algumas lojas começam a fechar as portas. Segundo alguns paraguaios, o motivo é que eles abrem muito cedo, início da madrugada, para vender para os sacoleiros que querem atravessar a fronteira com a receita federal ainda fechada. Não sei se é verdade, mas pude comprovar que várias lojas da galeria Minha Índia, por exemplo, já estavam fechadas (aproveitando, uma loja de som no fundo desta galeria tentou me roubar, evitem esta loja. Ela fica no térreo em frente a uma loja de relógios. O resto da galeria está ok).

Os Shoppings mais bacanas, com produtos de procedência (e por isso um pouco mais caros) parecem ficar abertos até mais tarde, pois nestes nada mudou com o fim da tarde. Estes são o Shopping Monalisa - que é uma grande loja de departamentos de vários andares, estilo a "falecida" Mesbla - e o shopping logo após a travessia da ponte do lado esquerdo (sentido Brasil-Paraguai).

Falando da ponte, eu atravessei a pé e achei bastante tranquilo, não me senti ameaçado ou acuado pelos demais transeuntes. Dá pra atravessar assim numa boa, e pegar um táxi do outro lado na volta ao Brasil. Mas cada um vê as coisas de um jeito, e tenho certeza que teria gente que ia morrer de medo de atravessar. Para quem é muito inseguro, e que acaba atraindo todos os meliantes por não conseguir disfarçar, de repente pode ser melhor atravessar de outra maneira mesmo.

Se for fazer muitas compras, certamente em algum momento você estará varado de fome, e o lugar é horroroso. Então, uma sugestão de lugar arrumado para lanchar é dentro da loja Monalisa. Lá eles tem uma lanchonete e um restaurante muito arrumados e confiáveis (em relação aos alimentos). Aproveite para tomar uma cerveja paraguaia Baviera, é bem melhor que a nossa água de batata SKOL.

Alguns preços (podendo variar um pouco entre as lojas e de acordo com a cotação do dólar): Vinho Santa Carolina: R$5, Som para carro Pioneer: R$130, Camisa da seleção Paraguaia: R$95, Perfume Gabriela Sabatini pequeno: R$50.

Detalhe importante: O limite de compras para quem atravessa fronteira por via terrestre é de US$300, e não US$500 como de avião. Porém, vários produtos podem passar como itens de consumo pessoais. Informe-se!

Outra coisa: Vá preparado para ver pobreza, sujeira e crianças pequenas trabalhando. É uma realidade muito triste.

Argentina


Tem uma travessia de fronteira mais complicada que o Paraguai. Os argentinos são bem mais rigorosos, mas se você não tem nenhuma irregularidade, não há problema. Leve a sua carteira de identidade original e emitida a menos de 10 anos, faça os tramites e pronto: nenhum problema. Caso não tenha pesos, é hora de trocar. Logo após a aduana existe uma casa de câmbio, com cotações bem mais favoráveis que das casas de câmbio de aeroporto. Você precisa ter no mínimo os pesos para entrada no parque, e para comer será necessário mais algum dinheiro ou cartão de crédito internacional.

O parque argentino tem muitos atrativos e passarelas, e precisa de mais tempo para ser visitado que o parque brasileiro. Se não bastasse isso, também fica mais longe e sempre se perde um tempinho na viagem e na travessia de fronteira. Portanto, este é o dia de acordar cedo.

 Ao chegar ao parque argentino, você pode embarcar no trem para a estação cataratas (ou descer a pé, em uma curta trilha de 600 metros). De lá, você tem acesso aos circuitos inferior e superior, com longas passarelas, passeio que vale muito a pena. OBS: Os Quatis ficam rodeando os turistas atrás de alimento. Tome cuidado, pois eles são capazes de atacar a sacola por uma fruta, por exemplo. E se tentar tomar dele nesta hora pode sobrar pra você.


Circuito Inferior (Paseo inferior): Extensão total das trilhas: 1400 metros. Acesso a isla San Martin, que tem outros 700 metros de trilhas. Acesso a restaurante e lanchonete. Trilha para ver as cataratas por baixo. Uma das trilhas se aproxima bastante do salto Bossetti. É a melhor oportunidade para ficar molhado no parque.

Circuito Superior (paseo Superior): Extensão das trilhas: 650 metros (1300 metros ida e volta). Vista da parte de cima das cataratas. Não rende fotos tão bonitas, mas é legal para visão panorâmica (não tão boa quanto a do parque brasileiro) e de cima das quedas.

Dependendo da hora pode ser o momento de almoçar ou fazer um lanche. As duas opções ficam aí, próximas à estação de trem cataratas. Nós optamos por almoçar e aproveitar a oportunidade de provar uma boa carne argentina (além do que o lanche fica aproximadamente a metade do preço do almoço). Caso você esteja fazendo o passeio sem guia, não deixe de chorar um desconto (logo que chegar) e dizer isso ao garçom ou quem lhe receber na porta. Nós conseguimos desconto nos dois restaurantes por este motivo (nos parques da Argentina e do Brasil). Dependendo do numero de pessoas, esse desconto pode pagar o vinho, que sai muito barato neste restaurante. Na hora de servir, além de escolher os cortes que te agradarem, experimente a morcilla (nosso chouriço): o deles é bem diferente, mais cremoso, muito bom mesmo. Se quiser também provar um refrigerante (gaseosa) diferente, peça de sabor Pomelo, que me disseram a alguns anos atrás ser a nossa Toranja. Para quem é do sul esta dica não conta, pois este refrigerante, da marca Paso de los toros, é vendido por lá. Da primeira vez que tomei não gostei, mas das outras vezes que visitei a Argentina tive de provar novamente e passei a gostar do sabor e daquela cara de água suja que ele tem.

Após o almoço é hora de voltar ao trem, embarque para a estação Garganta. Chegando lá, siga pela passarela até esta que é a maior das quedas do Iguaçu. Repare que praticamente toda a passarela segue sobre o rio. Nesta hora a gente tem noção do volume de água que passa por ali. Fique atento no caminho, pois é possível ver várias aves no caminho, como tucanos, por exemplo. Quando fomos a visibilidade estava bastante prejudicada pelo tempo, além do vapor de água muito forte que as quedas produzem. Mas não deixe de conhecer esta passarela também.

Caso queira voltar ao parque no dia seguinte, é possível carimbar a entrada do primeiro dia para ter de pagar apenas meia-entrada no segundo. Informe-se!

Ao sair do parque no fim de tarde, é possível conhecer a cidade de Puerto Iguazu (o que não fiz), e fazer compras no freeshop junto a fronteira. Este freeshop é como estes de aeroporto que todo mundo conhece, e é dos grandes. Para quem se interessa, fica a dica. Eu dei uma volta para olhar uns vinhos, mas estavam mais caros que no Paraguai e não levei nada. Pra ser sincero, freeshop não é a minha.

Resumo de informações:
  • Ônibus de Puerto Iguazu a cada 20 minutos, a partir das 07:10.
  • Trem a cada 30 minutos no parque.
  • Paseo garganta del diablo: Trilha de 1100 metros (total 2200 metros).
  • Paseo inferior: Trilha de 1400 metros (total, ida e volta por caminhos diferentes).
  • Isla San Martin: Acesso a partir do Paseo inferior. Trilha de 700 metros (total).
  • Paseo superior: Trilha de 650 metros (1300 total).
  • Sendero Macuco: 7km ida e volta.
  • Sendero Verde: 15 minutos de trilha. Liga as estações de trem central e cataratas.
  • Estações de trem: Central (centro de visitantes), Cataratas (paseo inferior e superior) e Garganta (Paseo garganta del diablo).

Brasil


O passeio ao Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil, pode ser realizado em tempo menor que a visita ao parque argentino. Em todo o parque brasileiro, temos apenas 1200 metros de passarelas com mirantes para as cataratas, que podem ser percorridos, mesmo sem pressa, em pouco tempo. Além disso, o acesso ao lado brasileiro é mais fácil, com ônibus direto do centro de foz e sem complicação com as travessias de fronteiras e câmbio de moeda.

A partir do centro de visitantes sai um ônibus gratuito em curtos intervalos (se não me engano 20 minutos), que param nas seguintes estações e paradas:
  • Estação centro de visitantes (na entrada do parque).
  • Parada administração
  • Parada trilha do poço preto (trilha de 9km)
  • Parada Macuco Safári (Macuco Safári e trilha das bananeiras (1,6km). No fim da trilha das bananeiras passeios de barco ou bote na parte alta do rio.
  • Parada trilha das cataratas (1200 metros de passarelas com vista para as cataratas e campo de desafios, com arvorismo, escalada, rapel e rafting).
  • Estação espaço porto canoas (restaurante, loja de souvenir).


O restaurante no Brasil também é muito bom, mas assim como no lado argentino cobra caro, sem ter a vantagem de oferecer uma comida diferente como do lado de lá. O preço do buffet é fixo no esquema do “coma até explodir”. A dica do desconto citada no lado argentino vale aqui também: se estiver sem guia chore um desconto antes de acabar de chegar.

No mais, aproveite as fotos panorâmicas do lado brasileiro, que ficam simplesmente maravilhosas.

Funcionamento do parque:
  • Bilheterias: 09:00 as 17:00 hs
  • Estacionamento: 07:30 as 19:00
  • Ônibus: Ultima saída da estação Porto Canoas as 18:30

Para quem ainda tem tempo, existem outros programas para se fazer por lá, como visitar o parque das aves, a usina de Itaipu e  o marco das três fronteiras.

Sites relacionados:

http://www.cataratasdoiguacu.com.br/ (parque brasileiro)
http://iguazuargentina.com (parque argentino)
www.comprasnoparaguai.com.br (site bagunçado sobre compras no Paraguai)

Quer votar em Foz como uma das novas maravilhas do mundo? Acesse www.votecataratas.com.

Abraços.
Thiago Rulius

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Viagem Independente no Twitter

Olá!

Desde junho notifico no twitter todas as atualizações deste blog. Quem quiser ser notificado por lá, basta seguir @thiagorulius.

Ou clique na imagem abaixo para ver os ultimos tweets. Abraços.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meia Maratona das Cataratas 2011


Foi muita sorte ter chegado na quinta-feira a Foz do Iguaçu para correr a meia maratona das cataratas. O tempo não estava bom neste dia, mas piorou na sexta-feira e no sábado, causando a interdição do aeroporto da cidade, o que forçou vários dos participantes a mudar a rota para outros destinos e seguir o resto do trajeto de onibus.

Quanto a nós (eu e minha esposa), já havíamos feito reserva em hotel antecipadamente, e ficamos no centro. Pode ser uma boa opção para acesso ao Paraguai e também para o deslocamento de onibus até as cataratas (lado brasileiro), porém não foi prático pensando no lado da corrida, pois tinhamos de seguir até o hotel Mabu diariamente: sexta-feira para retirada do Kit, Sábado a noite para o jantar de massas e domingo para a corrida. Olhando agora, me parece melhor para quem vai correr ficar no próprio Mabu (deve ser muito caro) ou em algum hotel simples mais próximo a ele, que dê para ir caminhando até lá.

A entrega do Kit da prova aconteceria durante a sexta-feira e sábado, mas o período foi alongado devido ao problema da chegada dos atletas. Retiramos os nossos kits logo cedo na própria sexta, com muita tranquilidade. Eu esperava encontrar uma banca da loja Procorrer por lá, já que eles faziam parte da organização da corrida. Tive a oportunidade de visitar esta loja em Curitiba em 2010 e recebi ótimo atendimento por uma vendedora que realmente entende de corrida (Sandra), o que ainda não consegui encontrar nas lojas de esportes de BH.

Achei o visual da blusa ok, mas o material nos pareceu meio suspeito, situação que se confirmaria durante a prova. Adiamos a visita as cataratas argentinas devido ao mau tempo. Seguimos para o Paraguai para fazer algumas compras. OBS: O limite de compras isentas de impostos é de trezentos dólares, em especial de eletrônicos ou produtos iguais em grande quantidade. No caso de roupas é possível passar como artigo de uso pessoal.

Sábado o tempo não havia melhorado nem um pouco, talvez estivesse até pior. Como não podíamos adiar mais, seguimos para a Argentina e passamos o dia no parque dos hermanos. em breve colocarei um novo post no blog com a parte turistica da viagem.

A noite a previsão do tempo para domingo (dia da prova), que era de sol, não foi tão otimista assim. Diziam que a prova seria realizada entre 3 e 10 graus. Preocupante. Eu havia levado apenas um short e uma bermuda, e não tinha nenhuma blusa de frio própria para corrida comigo. Bom, o jeito era encarar do jeito que dava. Prendi o numero de peito na camiseta, coloquei chip no tênis e deixei tudo preparado para a corrida antes de seguir para o jantar de massas, que foi bem organizado, com vários pontos para que os corredores pudessem se servir no enorme salão do hotel Mabu. Para beber havia água e refrigerantes liberados. Não comi muito, mas o Franck Caldeira, que estava em uma mesa próxima, comeu, repetiu e ganhou a prova...

O Domingo começou gelado. Após o café, seguimos para o ponto de largada. O pessoal da organização atrasou a saída do caminhão guarda-volumes, o que ajudou muito, permitindo aos atletas esperar até um horário mais próximo ao início da prova agasalhados. Eu estava preocupado, meu Garmin (GPS) havia travado na noite anterior e eu não tinha sequer um relógio de pulso comum para substituí-lo. Fui usando-o assim mesmo para tentar encontrar alguém que houvesse passado pelo mesmo problema na largada. Então eu ficava de olho no pulso do povo e sempre que via alguém de Garmin puxava assunto para perguntar se já haviam passado por isso. Fiz isso com cinco ou seis pessoas e nenhuma delas conhecia o problema. Despachei a blusa de frio e fui me alinhar para a largada meio preocupado, pois havia feito um plano de prova para conseguir completar antes do tempo limite anunciado, de 2:30hs, e precisava do Garmin para ter noção de meu desempenho durante a prova. Enquanto aguardávamos a largada (estava menos frio no meio do daquele bolo de gente) notei que um cara logo a minha frente usava Garmin também. Resolvi tentar uma ultima vez e perguntei a ele do problema. Ele disse já ter passado por isso e resetou meu GPS. Que felicidade!!! Me animei novamente e ficamos de papo esperando o inicio da largada. Ele havia vindo de Goiania e teve de esembarcar em Curitiba e seguir o resto de onibus, devido ao aeroporto fechado. Me perguntou minha meta para a prova: completar sem andar, e antes do tempo limite de 2:30hs.

A prova começou e parti animado. A largada ocorre em uma descida, o que ajuda a correr sem muito esforço, melhorando o aquecimento antes de forçar muito na prova. Segui com tranquilidade. Minha esposa, que tem me batido nas provas mais longas, passou logo no km2. Segui tranquilo, correndo sempre na faixa de 6:30 minutos/km, pois esta velocidade me permitiria completar no prazo estipulado. Se estivesse bem nos ultimos Kms, aumentaria o ritmo.

O percurso tem uma altimetria variada, com muitas subidas e descidas todo o tempo, mas nos primeiros 9kms existem subidas com maior inclinação. Vi algumas pessoas reclamando dos morros, como de praxe. E eu feliz da vida. Não me importo com os morros, inclusive treino em uma avenida que tem alguns. O que realmente me mata é o calor, que ali não existia. Mas no caso desta corrida notei outro problema antes de completar 10km. Estava com os mamilos irritados pela blusa.


Após a entrada do parque, ao contrário do que me disseram, os morros continuam aparecendo, porém com uma inclinação pequena, e não afetam o desempenho. Lá pelo Km 14 voltei a ver a minha esposa a frente. Estava me sentindo ótimo e segui firme, reduzindo a diferença aos poucos. Talvez pudéssemos cruzar a linha de chegada juntos, afinal.

Mas um pouco depois do km 17 senti umas fisgadas na perna direita. Era um início de caimbra. Tive de reduzir a velocidade, que até então era constante desde o início da prova. Nessa altura já podia ver o sangue dos mamilos na blusa.

Os ultimos três kms foram bastante sofridos, com várias fisgadas na panturrilha, mas ao ouvir o som das cataratas recebi uma injeção de ânimo e até aumentei um pouco o ritmo novamente. Ao ver as cataratas senti uma emoção muito forte, e tive vontade de chorar. Encarei a ultima subida (ingreme e curta) com disposição e me atirei em direção a chegada. Completei assim a minha primeira maratona com os dois objetivos cumpridos: Concluir sem andar e abaixo do tempo limite de 2:30hs (fiz em 2:19:57). Para mim, uma grande vitória.


A organização da prova foi muito boa, a temperatura baixa ajudou muito e voltei realizado da viagem. Mas vou destacar aqui os pontos negativos:

    1) Qualidade da camisa
    2) Falta de lixo na concentração, tive de jogar casca de banana e garrafa de água no chão.
    3) Postos de hidratação com pelo menos duas bancas de água (pelo menos os primeiros). infelizmente tem pessoas que insistem em parar em frente ao posto para tomar água, sem nem tomar conhecimento que está prejudicando quem vem atrás.

Mas mesmo com estes problemas (pequenos), foi a melhor prova que participei. Recomendo muito.

Agora, é esperar a calourenta Volta da Pampulha em dezembro (que no site está com a largada as 08:00, tomara que seja verdade), e quem sabe também a São Silvestre?

Veja abaixo o mapa de altimetria registrado pelo meu Garmin (GPS) durante a prova.


Acesse aqui o site oficial da meia maratona das cataratas.

Abraços
Thiago Rulius

terça-feira, 28 de junho de 2011

Turismo e Corrida de Rua!

Está em alta a prática de corrida de rua no Brasil. Aqui em BH, por exemplo, as corridas "da moda", como os circuitos adidas e athenas, por exemplo, tem ficado lotados, e a nossa prova mais tradicional, a volta da pampulha, chegou aos doze mil e quinhentos participantes em 2010!

Mas a turma da corrida não tem se contentado em correr apenas em sua região, e as viagens  para corrida (e turismo, claro) só tem aumentado.

E agora chegou a minha vez!!!


No próximo domingo acontece a 5 meia maratona das cataratas, em Foz do Iguaçu. E eu, sujeito meio despreparado, retardatário ao extremo, vou tentar esta proeza.


Aguardem notícias!

Site oficial da meia maratona das cataratas: clique aqui.

Quer saber mais sobre corrida de rua? Veja os sites das principais revistas especializadas:
Revista Contra Relógio
Revista O2

Quer uma agencia de viagem que também atue na área de corridas de rua? Clique aqui.

Quer viajar para Bh e correr a volta da pampulha em 04/12/2011? Veja mais informações no site oficial da prova: http://www.yescom.com.br/voltadapampulha/2011/portugues/index.asp

Abraços
Thiago Rulius

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ilha Grande - Trilhas mapeadas com GPS

Apesar da infelicidade de não ter mapeado com GPS a trilha para a praia de Dois Rios, eu levei o meu brinquedinho para as trilhas da Feiticeira e de Lopes Mendes / Santo Antônio.

Vejam abaixo a trilha mapeada e as informações de elevação e distância destas trilhas abaixo:

1) Praia da Feiticeira



Para ler sobre a trilha e praia da Feiticeira, clique aqui.


2) Praia de Lopes Mendes e Santo Antônio



Para ler sobre a trilha e praia de Lopes Mendes ou Santo Antônio, clique aqui (,caminho até a praia do Pouso) e depois aqui (trecho final, fotos e descritivo das praias).

Abraços.
Thiago Rulius

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ilha Grande - Vila do Abraão


O destino mais comum na Ilha Grande é a vila do Abraão. Todo mundo vai para lá. Eu, ao contrário, tinha ficado em Araçatiba em minha primeira visita a ilha, em 2007. Mas agora, finalmente, conheci o “lado de lá”.

Falando apenas das vilas: Abraão é muito melhor em termos de estrutura. Tem muitas opções de pousadas e campings, mais opções de barcos para o continente e para passeios para outras praias, além de farmácia, mercados, lojinhas, etc. E o principal: mesmo agora, na baixa temporada, tem boas opções de restaurantes, lanchonetes e padaria. Isso foi o pior em Araçatiba, quando estive por lá. A parte da alimentação era muito ruim. Na noite do Reveillon não conseguimos comer e passamos o dia com um sanduíche, e só. Foi a primeira praia que fui que não conseguia comer um peixe pescado na região.

Quanto as praias, o Abraão tem acesso a pé para várias das mais conhecidas, como Lopes Mendes, Dois Rios e Saco do céu. No caso de Araçatiba, os melhores passeios são para a Lagoa Verde e uma praia que me disseram chamar praia da Cachoeirinha, que nem aparece nos mapas. Esta ultima tem águas translúcidas, e foi onde conseguimos ver várias estrelas do mar e até mesmo um cavalo marinho.

Para resumir, se você nunca foi a Ilha Grande, fique em Abraão. Quando voltar passe uns três dias em Araçatiba, que também é muito bom, mas tem menos atrativos.


Preços no Abraão em Junho de 2011 (fora de temporada):

- Pousadas: diárias com valor médio de R$60 para casal. Existem opções de albergues e campings (mas não vi nenhum camping funcionando).
- Comida: Prato feito em média a R$13. Moqueca simples para casal por cerca de R$45. Ambos os preços para restaurantes com comida boa, porém simples.
- Passeio de barco para Lopes Mendes: R$20 por pessoa (ida e volta).
- Água mineral: R$2 para 500ml, R$3 para 1,5 litro e R$6 para galão 5 litros..


Trilhas e Praias

Existem dezesseis trilhas oficiais na Ilha Grande. Estas têm a vantagem de possuir placas de orientação no início, fim e decorrer das trilhas, o que ajuda a não errar o caminho. Apesar desta sinalização, existem encruzilhadas sem orientação alguma. Nesse caso, se você está seguindo para o destino principal da trilha, siga o caminho mais aberto e terá mais chances de acertar.

Três destas trilhas partem do Abraão, e tem como destino o circuito do Abraão (trilha 1), As praias dos Mangues e do Pouso (trilha 2) e a praia de Dois Rios (trilha 3). Várias outras praias tem acesso por trilha a partir do Abraão, mas neste caso elas se encontram em algum trecho intermediário da trilha (Areia Preta, Galego, Comprida, Júlia, Abraãozinho), ou mais de uma trilha precisa ser percorrida para que sejam alcançadas (Lopes Mendes, Feiticeira, Saco do Céu, Caxadaço, Parnaioca).

Vou citar no texto de cada trilha o tempo gasto por nós (eu e minha esposa) para concluir a caminhada, em um único sentido (ida ou volta). Porém, este tempo pode variar de acordo com cada um. Pessoas com preparo físico ruim ou que optem em seguir mais devagar podem estourar este tempo (que é inferior ao tempo médio previsto na sinalização das trilhas). Outro detalhes importante: algumas placas se referem a distância e tempo para ida e volta, não deixe de observar esta informação.


Para ler sobre a trilha e praia de Dois Rios, clique aqui.
Para ler sobre o circuito do Abraão, clique aqui.
Para ler sobre a trilha e praia da Feiticeira, clique aqui.
Para ler sobre a trilha e praia de Lopes Mendes ou Santo Antônio, clique aqui (,caminho até a praia do Pouso) e depois aqui (trecho final, fotos e descritivo das praias).

Outras informações

TurisAngra informações turísticas: (24)3367-7826 / (24)3369-7709
www.turisangra.com.br
http://ilhagrande.org

Abraços
Thiago Rulius

Ilha Grande - Praia de Lopes Mendes / Sto. Antônio


Trilha 11 – Mangues – Pouso / Lopes Mendes (Sto. Antônio)

Se você já chegou a praia do Pouso, falta muito pouco para chegar na praia de Lopes Mendes. A trilha 11, que é o ultimo trecho, é bastante curta, e foi percorrida por nós em apenas 17 minutos.

Para saber como chegar a praia do Pouso, clique aqui.

Da praia do Pouso, logo após o trapiche, pegue a trilha no fim da praia (logo após o bar). Depois de um curtíssimo trecho você cairá em outra praia. Siga até mais ou menos o meio da praia e verá o início da trilha 11. Agora é só correr para o abraço. Você já está quase em Lopes Mendes.

Sobre a praia de Lopes Mendes (foto acima), não tem muito o que falar. É conhecida como a praia mais bonita da ilha. Extensa, tem mar com ondas (na maior parte do tempo não oferece muito perigo), areia boa e trechos de sombra na parte mais recuada da praia, junto a vegetação. Não tem nenhuma construção. Os barcos não chegam até lá, são obrigados a deixar os turistas na praia do pouso. É praia para passar o dia inteiro, ou vários dias inteiros.

O clima e o mar de Lopes Mendes mudam bastante de acordo com a época do ano. Na temporada o mar tem uma coloração mais clara e menos ondas. Venta muito menos na praia e o clima é ideal para passar várias horas por lá. Fora de temporada isso pode variar bastante. O mar pode ficar um pouco mais “bravo” e até um pouco perigoso (especialmente para quem não sabe nadar). Além disso venta muito mais, e chega a fazer frio em alguns momentos. Para quem vai nesta época, recomendo a praia de Santo Antônio (veja abaixo) que fica ali pertinho e é mais protegida.

Como tem apenas um sujeito com uma caixa de isopor vendendo bebidas e mais nada, não deixe de levar o seu lanche e sua bebida. Não se esqueça de trazer de volta o lixo que você produziu, se possível aproveite e carregue algum outro que encontrar. Existem lixeiras próximas aos salva-vidas. Se não encontrar, informe-se com eles.

O tempo total que gastamos para chegar a Lopes Mendes desde o Abraão (trilha 10 + trilha 11) foi de aproximadamente duas horas.



Praia de Santo Antonio (fotos abaixo)


Cerca de quatrocentos metros antes do fim da trilha 11 (ou, para quem vem de Lopes Mendes, cerca de quatrocentos metros após o início da trilha) existe uma placa indicando uma trilha para a praia de Santo Antônio.

Como Santo Antônio é uma praia vizinha a Lopes Mendes, ela fica ali, meio no esquecimento. Nem tem placas de distância, não aparece em alguns mapas. É uma praia meio anônima. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas vale muito a pena!


A trilha que chega em Santo Antônio não exige muito, é curta, mas tem dois problemas: Está meio fechada pelo mato, talvez por falta de uso; e tem uns degraus grandes, meio altos. Mas se você está bem de saúde e não liga para uns degraus, não deixe de conhecer esta praia que ela vale a pena.

É uma praia pequena, deve ter uns quarenta metros. Mas tem uma boa faixa de areia, e uma parte desta é sombreada por uma árvore grande no meio da praia. Foi a praia mais sossegada que visitamos. O tempo que ficamos lá ninguém mais apareceu.


Para quem vai fora de temporada, ela tem uma vantagem em relação a Lopes Mendes. Está em um local um pouco mais protegido, então o mar é mais calmo (o mar em Lopes Mendes neste dia estava bastante agitado) e venta menos na praia, não faz frio.

Se o tempo em Lopes Mendes estiver castigando nem pense duas vezes, vá para a praia de Santo Antônio que vale a pena.

Abraços
Thiago Rulius